quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Soneto da paixão




Há se eu pudesse agora tocar-te a face,
Entrelaçar meus dedos entre os seus
Apertando com força tuas fortes mãos
Tocar-lhe-ia a face com beijos cálidos

Tocaria em tuas formas como um navegante
Toca as trilhas de um mapa
Falaria suavemente palavras de amor
E abriria meu jardim lhe daria uma flor

Onde andas tu ó doce do meu paladar
Onde está aquele a quem meu coração disse que iria amar
Que me falava coisas doces me fazendo viajar

Te quero em todas as formas
Te espero no tempo em toda hora
Mesmo que seja tarde, ou mesmo que seja agora.

 
 Claudia Liz

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Es asi, por todo siempre

 "O amor é um sorriso que nasce e uma lágrima que morre"

Tarja Turunen: videos de apresentação em Luxemburgo

Vídeos filmados no último dia 15 de dezembro, em uma apresentação da ex-vocalista do Nightwish Tarja Turunen no Rockhal, em Esch, Luxemburgo, podem ser vistos mais abaixo.
Turunen se apresentará como soprano convidada do Savonlinna Opera Festival, em Savonlinna, Finlândia. Ela aparecerá em 17 de julho de 2011, com o famoso tenor argentino José Cura e a Orquestra Sinfônica de Kuopio.
Mais de 300 artistas de 12 países irão se apresentar durante a edição 2011 do Savonlinna Opera Festival, que acontecerá entre os dias 01 e 27 de julho.
A "What Lies Beneath Tour" passará pelo Brasil em 2011, incluindo São Paulo, no dia 12 de março. Os ingressos poderão ser obtidos pelo site:






domingo, 26 de dezembro de 2010

ELUVEITIE

O ELUVEITIE era para ser um mero projeto de estúdio, formado por Chrigel Glanzmann no inverno de 2002/2003. Com a boa impressão deixada pelo primeiro MCD, "Ven", gravado na primavera de 2003 e auto-financiado, a banda mostrava que não ficaria apenas naquele mero projeto. Chrigel e outros nove músicos formariam uma banda completa com dez integrantes.
Em 2004, O ELUVEITIE assinou contrato com o selo holandês Fear Dark Records, que lançou uma versão remasterizada (e parte re-gravada) de "Ven", continuando como uma banda "de verdade", tocando com bandas como FINNTROLL, AMON AMARTH, KORPIKLAANI, ENSIFERUM e muitas outras, em turnê pela Europa, e em muitos outros festivais. Com os vários shows, a banda estava totalmente ocupada, e sete dos dez membros deixaram a banda por diversas razões, ficando Chrigel Glanzmann, Sevan Kirder e Meri Tadic, que tiveram que continuar com novos membros.
No final de 2005, o ELUVEITIE estava pronto para entrar em estúdio novamente e gravar seu primeiro álbum completo, "Spirit", que foi novamente lançado via Fear Dark Records. No começo de 2006, houve mais uma mudança na formação da banda. Quando Sarah Kiener foi substituída por Anna Murphy, tocando sanfona, a banda decidiu que não precisaria mais de Linda Suter tocando violino, reduzindo para oito o número de integrantes. Além disso, um videoclipe para a música "Of Fire, Wind & Wisdom" foi produzido no verão de 2006, dirigido por Martin Schäppi, Sutter Merlin & Chrigel Glanzmann.
Com "Spirit", o ELUVEITIE deu um grande passo à frente, apresentando um estilo completamente novo de Folk Metal para a cena. Embora o álbum estivesse se transformando em um enorme sucesso, a banda excursionou por vários festivais, como o Graspop Metal Meeting (Bélgica) e o Open Summerbreeze Air (Alemanha), já começando a trabalhar em novo material para um novo álbum.
No final de 2006, a banda assinou um novo contrato com a gravadora alemã Twilight Records. Finalmente, no outono de 2007, o álbum "Slania" foi gravado em diferentes estúdios da Suécia, Suíça e Liechtenstein, produzido, mixado e masterizado por Jens Bogren (AMON AMARTH, OPETH) no Fascination Street Studios em Örebro, Suécia. A banda agora estava em uma boa situação, recebendo muitas ofertas de muitos selos conhecidos do heavy metal, assinando contrato com a conhecida gravadora alemã Nuclear Blast Records. Após algumas conversas, o lançamento do álbum foi marcado para fevereiro de 2008.
"Slania" acabou por tornar-se um avanço e a banda foi ficando ocupada ao redor do mundo em 2008, com aparições na maioria dos grandes festivais do verão europeu, bem como duas turnês nos Estados Unidos e Canadá, e três turnês européias em apenas 12 meses. O álbum alcançou o 35º lugar nas paradas suíças e 98º nas alemãs.
Em 4 de junho de 2008, os irmãos Rafi Kirder e Sevan Kirder (baixista e tocado de gaita-de-fole, respectivamente) anunciaram em suas respectivas páginas do MySpace que deixariam a banda.
Jamais sendo preguiçosa, a banda trabalhou em um novo material enquanto estava em turnê e estava pronta para entrar no estúdio novamente em dezembro de 2008. O sucessor de "Slania" seria algo especial - porque era o primeiro álbum da banda puramente acústico. "Evocation I - The Arcane Dominion" foi lançado em abril de 2009 e acabou por tornar-se um enorme sucesso (atingindo o 20º lugar nas paradas da Suíça). Mais turnês por toda a Europa e América do Norte seguiram, assim como o primeiro show na Rússia. Chrigel afirmou que, apesar de ser um álbum acústico, o álbum apresentava muitas características de trabalhos anteriores do ELUVEITIE, como os vocais guturais.



Depois de três álbuns e mais de 250 shows em mais de 30 países, o ELUVEITIE com seu novo álbum, "Everything Remains (As It Never Was)" aprofundou todos os aspectos do seu estilo inimitável, descrevendo-se como uma banda “da nova onda do Folk Metal”. "Everything Remains" simplesmente continua onde "Slania" parou, elevando o som da banda para um nível superior. Para este álbum, a banda contou com um exército de lendas para dar os últimos retoques nesta obra-prima do folk metal: Tommy Vetterli (Kreator, Coroner,) o engenheiro e co-produtor do álbum, Colin Richardson (Slipknot, Machine Head, Behemoth, Trivium) para mixá-lo e John Davis (U2, Led Zeppelin, Kaiser Chiefs, Arctic Monkeys) para masterização.
Um dos principais chamativos de Eluveitie é o uso virtuoso e liberal de instrumentos tradicionais da cultura celta, contracenando com os gritos emotivos de Chrigel e as guitarras. Um outro são as letras das músicas; em vez de usarem qualquer uma das línguas faladas atualmente no país de origem dos membros, os gritos, vocais limpos, e ocasionais partes declamadas estão na extinta língua Gaulesa.

Eluveitie é:
 
Chrigel Glanzmann - Vocal principal, Mandola (bandolin), Flautas, Gaita, Violão Acústico e Bodhrán (espécie de tambor tribal)
Siméon Koch - Guitarra e Vocal
Ivo Henzi - Guitarra
Päde Kistler - Gaita de fole
Kay Brem - Baixo
Merlin Sutter - Bateria
Meri Tadic - Violino e Vocal
Anna Murphy - Hurdy Gurdy (Viola de Roda) e Vocal

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sabedoria

Que dizem viajantes de estações, países?
Colheste ao menos tédio, já que está maduro,
Tu, que vejo a fumar charutos infelizes,
Projetando uma sombra absurda contra o muro?

Também o olhar está morto desde as aventuras,
Tens sempre a mesma cara e teu luto é igual:
Como através dos mastros se vislumbra a lua,
Como o antigo mar sob o mais jovem sol,

Ou como um cemitério de túmulos recentes.
Mas fala-nos, vá lá, de histórias pressentidas,
Dessas desilusões choradas pelas correntes,
Dos nojos como insípidos recém-nascidos.

Fala da luz de gás, das mulheres, do infinito
Horror do mal, do feio em todos os caminhos
E fala-nos do Amor e também da Política
Com o sangue desonrado em mãos sujas de tinta.

E, sobretudo não te esqueças de ti mesmo,
Arrastando a fraqueza e a simplicidade
Em lugares onde há lutas e amores, a esmo,
De maneira tão triste e louca, na verdade!

Foi já bem castigada essa inocência grave?
Que achas? É duro o homem; e a mulher? E os choros,
Quem os bebeu? E que alma capaz de contá-los
Consola isso a que podes chamar tuas dores?

Ah, os outros, ah, tu! Crendo em vãos lisonjeiros,
Tu que sonhavas (e era também demasiado)
Com qualquer morte suave e ligeira!
Ah, tu, que espécie de anjo sempre amedrontado!

Mas que intenções, que planos? Terás energia
Ou o choro destemperou esse teu coração?
A julgar pela casca, é uma árvore macia
E os teus ares não parecem de vencedor, não.

Tão desastrado ainda! E com a agravante inútil
De seres cada vez mais um sonolento idílico
A fitar pela janela o céu sempre tão estúpido
Sob o astuto olhar do diabo do meio-dia.

Sempre o mesmo na tua extrema decadência!
Ah! — Mas no teu lugar, e assumindo as culpas,
Um ser sensato quer impor outra cadência
Com o risco de alarmar um pouco os transeuntes.

Não terás, vasculhando os recantos da alma,
Um vício pra mostrar, qual sabre à luz do dia,
Algum vício risonho, descarado, que arda
E vibre dardejante, sob o céu carmim?

Um ou mais? Se os tiveres, será melhor! E parte
para guerra e briga a torto e a direito, sem
Escolher ninguém e enverga a indolente máscara
Do ódio insaciado, mas farto também...

Não devemos ser tolos neste alegre mundo
Onde a felicidade não é saborosa
Se nela não vibrar algo perverso, imundo,
E quem não quer ser tolo tem de ser maldoso.

— Sabedoria humana, eu ligo a outras coisas
E, de entre esse passado de que descrevias
O tédio, em conselhos ainda mais penosos,
Só consegue lembrar-me, hoje, do mal que fiz.

Em todos os estranhos passos desta vida,
Dos lugares e dos tempos, ou também dos meus
«Azares», de mim, dos outros, da estrada seguida,
Sempre retive apenas a graça de Deus.

Se me sinto punido, é porque o devo ser.
O homem e a mulher não estão aqui em vão.
Mas espero que um dia possa conhecer
O perdão e a paz que aguardam os cristãos.

É bom não sermos tansos neste mundo efêmero,
Mas pra que o não seja na eternidade,
O que é mais necessário que reine e governe
Nunca é a maldade, mas sim a bondade.

Autor: Paul Verlaine

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal gotico

 Ingles- Merry Christmas
Finlandes- Hyvää Joulua
Italiano- Buon Natale
Frances- Joyeux Noël 
Espanhol - Feliz Navidad
Galês- Nadolig Llawen
Grego - Καλά Χριστούγεννα
Russo - С Рождеством
Hindi - मेरी क्रिसमस
Japones - メリークリスマス
Armeno - Շնորհավոր Սուրբ Ծնունդ:

Sirenia: nova música da banda disponível online

 O SIRENIA disponibilizou no MySpace uma faixa do novo álbum "The Enigma Of Life".
"The Enigma of Life" é o segundo trabalho com a vocalista Ailyn, e será lançado no dia 21 de janeiro de 2011, via Nuclear Blast Records.

Xandria: anunciada a nova vocalista da banda

 Oficial site: www.xandria.de/
A banda alemã XANDRIA revelou sua nova vocalista, Manuela Kraller.
Ela começou a cantar recentemente, com 23 anos, em corais de igreja. Como seu interesse pelo rock e pelo metal crescendo, ela se viu atuando em uma banda de metal suíça chamada Nagor Mar.
A banda declarou: "A procura foi longa, mas valeu a pena! Ela é a pessoa que estávamos procurando. Nós já começamos a trabalhar na finalização das músicas para o novo álbum com ela, assim esperamos entrar no estúdio para a gravação do novo álbum no ano novo o mais rápido possível."
Manuela comentou: "Finalmente a espera chegou ao fim e estou muito feliz de lhes dizer que eu sou a nova mulher à frente de XANDRIA. No momento estamos trabalhando na pré-produção do novo álbum para apresentar o novo material o mais rápido possível para vocês. Estou muito animada e ansiosa para ver todos vocês ao vivo nos shows!"

Avantasia: videos do show de São Paulo


O blog Coredump publicou um sequencia de videos com os melhores momentos do show do Avantasia em São Paulo, realizado no CTN dia 13/12/2010.
Para conferir clique no link abaixo.

Desafio by Leka e Denise


"Bom encantadoras visitantes do meu humilde espaço, tudo bem vou sair um poco da armadura e revelar um pouco de mim a vcs"
7 coisas para fazer antes de morrer:
  1. Dizer vai P>Q>P #@#@#$ para algumas "pessoas"
  2. Dizer eu te amo para meu amor, se eu conseguir até la rsrsr
  3. solar com umas das minhas guitarras, invadindo um show de pagode e mostrar o dedo sagrado hahah
  4. conhecer a Europa, os latinos americanos já foi, me gusto solamente las tiquitas hahah
  5. beijar o mamilo esquerdo da Tarja
  6. beijar o mamilo direito da Floor Jansen
  7. é melhor para por aqui rsrsrs
 7 coisas que eu mais digo:
  1. vinde a mim as criancinhas (desculpa isso é coisa de loco haha)
  2. Sucesso
  3. bah
  4. quer ficar comigo (nunca funcionou geralmente hahahhaha)
  5. heavy metal ( para minha sobrinha e para os dois novos nenes das minhas irmas tem q ensinar algo util haha)
  6. ta loco (isso não se refere a mim)
  7. adoro as vaginas rosinhas das goticas europeias (inaquedo para menores de 18 anos rsrsr)
7 defeitos meus:
  1. Ser feio ahhhhhh
  2. cabelo ruim (italiano casado com brasileira deu nisso rsrsr)
  3. as vz pareço um veio rabugento, mas logo se ageita
  4. preguissa
  5. falar sempre a verdade( isso esta se tornando defeito neste mundinho)
  6. não ser lá um otimo musico hahahah
  7. dançar funk, etc etc da cultura nacional depois de 1 cerveja,( não sou bom com bebida hahah)
7 coisas que eu faço bem:
  1. Sexo ( será mesmo ?? hahahah
  2. acho que escrevo legal
  3. Toco um poquinho tbm (musica)
  4. ficar lá no fundo quando o coração loco é ferido( isso é fazer bem? ata sim sou sensivel,fraco etc, mas não gay ta gurias rsrs)
  5. faço os outros rirem falando coisas serias haha
  6. aparto bem uma briga de mulheres (nada como ter uma tesoura na mão)
  7. amar acima de tudo
7 coisa que amo:
  1. Minha familia
  2. A musica
  3. a natureza
  4. As goticas bahh rsrsrs
  5. ler
  6. Conhecer o desconhecido (pessoas, lugares, tudo que me faça crescer de alguma maneira)
  7. Deitar, para dormir, não fazer nada ou fazer tudo... perfeito será quando for com alguem que dure muito tempo
7 qualidades:
  1. Querer encontrar o verdadeiro amor
  2. Sempre falar a verdade ( embora tenha me machucado com isso muitas vz)
  3. Ser amigo até a morte ( por isso nem sei se tenho amigos, paradoxo da vida)
  4. fritar ovo e fazer arroz, quando achar minha guria ela vai ter que saber cosinhar rsrsrs
  5. compor musica (acho q alguns gostam rsrsr)
  6. vou parar por aqui,  não sou egocentrico fazer oq hahaha
  7. Deixo minha alma aberta, a quem queira me decifrar


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Olho de Hórus (simbologia part. 9)

 É um antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e frequentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho. Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas. Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set.  Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América, sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.
O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.

Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde. Um dos símbolos religiosos mais conhecidos do Antigo Egito é um desenho de um olho humano enfeitado com alguns traços longos e uma sobrancelha: o olho de Hórus.
Esse olho é tão importante na crença egípcia quanto o terço e o crucifixo são na religião católica. Além de desenhado prodigamente em papiros e paredes de túmulos, era também esculpido na forma de amuletos que acompanhavam a múmia.

O olho de Hórus possui quatro partes que, se compreendidas, ajudam a entender o seu significado. A parte principal do olho, isto é as pálpebras, a íris e a sobrancelha, formam essencialmente um olho humano. O desenho comprido, vertical, abaixo do olho, às vezes é descrito como uma lágrima e outras vezes não é explicado. Trata-se, na verdade, de uma estilização do desenho comum na pelagem de alguns animais de casco da África, especialmente da gazela, admirada pelos egípcios e retratada em quadros, esculturas e móveis.
O fio comprido que desce inclinado para trás do olho e termina numa espiral é a estilização do mesmo desenho existente no olho de certos tipos de falcão. Nas penas abaixo do olho de algumas dessas aves há um risco preto que se volta para trás. O outro fio comprido que sai do canto do olho e se prolonga para trás paralelamente à sobrancelha é uma imitação do mesmo desenho existente nos olhos de gatos de pêlos rajados. Esses quatro seres, o humano, o gato, o falcão e a gazela, estão representados no olho de Hórus. Mas por que os egípcios fariam tal conjunção de símbolos? O que significa todos esses seres reunidos num desenho?
Ocorre que a cultura religiosa de vários povos da Antiguidade, inclusive a egípcia, era essencialmente pictórica, e não descritiva. Os sacerdotes, ao invés de registrarem seus conhecimentos em textos explicativos, faziam-no através de pinturas e desenhos, usando as palavras de modo auxiliar, secundário, como hoje se faz numa história em quadrinhos, na TV e no cinema. Atualmente, quando se trata de cultura científica, fazemos exatamente o contrário. Primeiro há um texto explicativo e, para auxiliar a compreensão, um gráfico quase sempre cartesiano (eixos x, y, z). Os sábios egípcios, ao contrário, encerraram a parte principal da explicação nas figuras, não nos textos.
Os seres representados no olho de Hórus são nada menos que os quatro seres que formam a esfinge: a cabeça humana, o corpo bovino, as patas de felino e as asas de águia. Considerando que os antílopes, gazelas, gnus, búfalos e outros animais de casco são parentes próximos dos bois; e que águias, gaviões e falcões são nomes regionais populares para um mesmo grupo de aves (as falconiformes), é fácil deduzir que a esfinge e o olho de Hórus têm suas raízes nos mesmos animais. A esfinge, tal como o olho, simboliza quatro fases que a pessoa deve vencer para atingir um estado de “iluminação”, isto é, de sabedoria e equilíbrio, busca sempre cultuada pelas religiões orientais. Assim, o olho de Hórus, mais do que as palavras e frases que o acompanham, representa a lucidez espiritual da pessoa a quem ele se refere, que superou as quatro fases. Essa pessoa adquiriu a capacidade de perceber a realidade em seu significado espiritual, que só a maturidade da alma que atravessou as quatro fases permite, não alcançada ou menosprezada pelo senso comum.

Hórus, mítico soberano do Egito, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria encarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protetor da monarquia faraónica, do Egipto unido sob um só faraó, regente do Alto e do Baixo Egito? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exatamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão.

Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades.
Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egito. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egito, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egito.

É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a proteção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si. Receptivo às preces de Ísis, o deus solar velou por ela até ao tão esperado nascimento. Quando este sucedeu, a voz de Hórus inebriou então os céus: “ Eu sou Hórus, o grande falcão. O meu lugar está longe do de Seth, inimigo de meu pai Osíris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto voo graças ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Osíris, calcá-lo-ei sob as minhas sandálias com o nome de Furioso... Porque eu sou Hórus, cujo lugar está longe dos deuses e dos homens.
Sou Hórus, o filho de Ísis.” Temendo que Seth abraçasse a resolução de atentar contra a vida de seu filho recém- nascido, Ísis refugiou-se então na ilha flutuante de Khemis, nos pântanos perto de Buto, circunstância que concedeu a Hórus o epíteto de Hor- heri- uadj, ou seja, “Hórus que está sobre a sua planta de papiro”. Embora a natureza inóspita desta região lhe oferecesse a tão desejada segurança, visto que Seth jamais se aventuraria por uma região tão desértica, a mesma comprometia, concomitantemente, a sua subsistência, dada a flagrante escassez de alimentos característica daquele local. Para assegurar a sua sobrevivência e a de seu filho, Ísis vê-se obrigada a mendigar, pelo que, todas as madrugadas, oculta Hórus entre os papiros e erra pelos campos, disfarçada de mendiga, na ânsia de obter o tão necessário alimento. Uma noite, ao regressar para junto de Hórus, depara-se com um quadro verdadeiramente aterrador: o seu filho jazia, inanimado, no local onde ela o abandonara. 

Desesperada, Ísis procura restituir-lhe o sopro da vida, porém a criança encontrava-se demasiadamente débil para alimentar-se com o leite materno. Sem hesitar, a deusa suplica o auxílio dos aldeões, que todavia se relevam impotentes para a socorrer. Quando o sofrimento já quase a fazia transpor o limiar da loucura, Ísis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, Hórus ( ou Harpócrates, Horpakhered- “Hórus menino/ criança”) havia sido simplesmente vítima da picada de um escorpião ou de uma serpente. Angustiada, Ísis verificou então a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas Néftis e Selkis (a deusa- escorpião), que prontamente ocorreram ao local da tragédia, aconselhando-a a rogar a Ré que suspendesse o seu percurso usual até que Hórus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma mãe, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a criança. Quando finalmente se viu diante de Hórus e Ísis, Toth declarou então: “ Nada temas, Ísis! Venho até ti, armado do sopro vital que curará a criança. Coragem, Hórus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a proteção de que gozas é eterna. Veneno, ordeno-te que saias! Ré, o deus supremo, far-te-á desaparecer. A sua barca deteve-se e só prosseguirá o seu curso quando o doente estiver curado. Os poços secarão, as colheitas morrerão, os homens ficarão privados de pão enquanto Hórus não tiver recuperado as suas forças para ventura da sua mãe Ísis. Coragem, Hórus. O veneno está morto, ei- lo vencido.” Após haver banido, com a sua magia divina, o letal veneno que estava prestes a oferecer Hórus à morte, o excelso feiticeiro solicitou então aos habitantes de Khemis que velassem pela criança, sempre que a sua mãe tivesse necessidade de se ausentar. Muitos outros sortilégios se abateram sobre Hórus no decorrer da sua infância (males intestinais, febres inexplicáveis, mutilações), apenas para serem vencidos logo de seguida pelo poder da magia detida pelas sublimes deidades do panteão egípcio. No limiar da maturidade, Hórus, protegido até então por sua mãe, Ísis, tomou a resolução de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu legítimo direito ao trono do Egipto, usurpado por Seth.

Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por Rá, Hórus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a regência do país, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a força devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptidões para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Apópis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia. Ultimada uma querela verbal, que cada vez mais os apartava de um consenso, iniciou-se então uma prolixa e feroz disputa pelo poder, que opôs em confrontos selváticos, Hórus a seu tio. Após um infrutífero rol de encontros quase soçobrados na barbárie, Seth sugeriu que ele próprio e o seu adversário tomassem a forma de hipopótamos, com o fito de verificar qual dos dois resistiria mais tempo, mantendo-se submergidos dentro de água.
Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, acto contíguo, levá-la consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão hediondo ato, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia adormecido, junto a um oásis.

Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. Após tão ignóbil crime, Seth reuniu-se a Rá, declarando não ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que Hórus foi então considerado morto. Porém, a deusa Hátor encontrou o jovem deus, sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccioná-los com o leite de uma gazela. Outra versão, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho esquerdo de Hórus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o deus-falcão, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, é igualmente curado. Em ambas as histórias, o Olho de Hórus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfeição, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta razão, o Olho de Hórus ou Olho de Wadjet surge na mitologia egípcia como um símbolo da vitória do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protetor. A crença egípcia refere igualmente que, em memória desta disputa feroz, a lua surge, constantemente, fragmentada, tal como se encontrava, antes que Hórus fosse sarado. 

Determinadas versões desta lenda debruçam-se sobre outro episódio de tão desnorteante conflito, em que Seth conjura novamente contra a integridade física de Hórus, através de um aparentemente inocente convite para visitá-lo em sua morada. A narrativa revela que, culminado o jantar, Seth procura desonrar Hórus, que, embora precavido, é incapaz de impedir que uma gota de esperma do seu rival tombe em suas mãos. Desesperado, o deus vai então ao encontro de sua mãe, a fim de suplicar-lhe que o socorra. Partilhando do horror que inundava Hórus, Ísis decepou as mãos do filho, para arremessá-las de seguida à água, onde graças à magia suprema do deus, elas desaparecem no lodo. Todavia, esta situação torna-se insustentável para Hórus, que toma então a resolução de recorrer ao auxílio do Senhor Universal, cuja extrema bonomia o leva a compreender o sofrimento do deus- falcão e, por conseguinte, a ordenar ao deus- crocodilo Sobek, que resgatasse as mãos perdidas. Embora tal diligência haja sido coroada de êxito, Hórus depara-se com mais um imprevisto: as suas mãos tinham sido abençoadas por uma curiosa autonomia, incarnando dois dos filhos do deus- falcão.
Novamente evocado, Sobek é incumbido da tarefa de capturar as mãos que teimavam em desaparecer e levá-las até junto do Senhor Universal, que, para evitar o caos de mais uma querela, toma a resolução de duplicá-las. O primeiro par é oferecido à cidade de Nekhen, sob a forma de uma relíquia, enquanto que o segundo é restituído a Hórus. Este prolixo e verdadeiramente selvático conflito foi enfim solucionado quando Toth persuadiu Rá a dirigir uma encomiástica missiva a Osíris, entregando-lhe um incontestável e completo título de realeza, que o obrigou a deixar o seu reino e confrontar o seu assassino. Assim, os dois deuses soberanos evocaram os seus poderes rivais e lançaram-se numa disputa ardente pelo trono do Egito.

Após um recontro infrutífero, Ra propôs então que ambos revelassem aquilo que tinham para oferecer à terra, de forma a que os deuses pudessem avaliar as suas aptidões para governar. Sem hesitar, Osíris alimentou os deuses com trigo e cevada, enquanto que Seth limitou-se a executar uma demonstração de força. Quando conquistou o apoio de Ra, Osíris persuadiu então os restantes deuses dos poderes inerentes à sua posição, ao recordar que todos percorriam o horizonte ocidental, alcançando o seu reino, no culminar dos seus caminhos. Deste modo, os deuses admitiram que, com efeito, deveria ser Hórus a ocupar o trono do Egito, como herdeiro do seu pai. 
Por conseguinte, e volvidos cerca de oito anos de altercações e recontros ferozes, foi concedida finalmente ao deus- falcão a tão cobiçada herança, o que lhe valeu o título de Hor-paneb-taui ou Horsamtaui/Horsomtus, ou seja, “Hórus, senhor das Duas Terras”. Como compensação, Rá concedeu a Seth um lugar no céu, onde este poderia desfrutar da sua posição de deus das tempestades e trovões, que o permitia atormentar os demais. Este mito parece sintetizar e representar os antagonismos políticos vividos na era pré- dinástica, surgindo Hórus como deidade tutelar do Baixo Egito e Seth, seu oponente, como protetor do 

Alto Egito, numa clara disputa pela supremacia política no território egípcio. Este recontro possui igualmente uma cerca analogia com o paradoxo suscitado pelo combate das trevas com a luz, do dia com a noite, em suma, de todas as entidades antagónicas que encarnam a típica luta do bem contra o mal. A mitologia referente a este deus difere consoantes as regiões e períodos de tempo. Porém, regra geral, Hórus surge como esposo de Háthor, deusa do amor, que lhe ofereceu dois filhos: Ihi, deus da música e Horsamtui, “Unificador das Duas Terras”. Todavia, e tal como referido anteriormente, Hórus foi imortalizado através de díspares representações, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- Ré ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda osírica, como fruto dos amores entre Osíris e Ísis, abraçando assim diversas correntes mitológicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. É dos muitos vectores em que o culto solar e o culto osírico, os mais relevantes do Antigo Egito, se complementam num oásis de Sol, pátria de lendas de luz, em cujas águas d’ ouro voga toda a magia de uma das mais enigmáticas civilizações da Antiguidade.

domingo, 19 de dezembro de 2010

profundas e intensas ...

 
“A diferença entre minha alegria e tristeza, é que as alegrias são intensas enquanto as tristezas são profundas.”
 
De Tiago Dotto(Goticus Eternus)

Ausente...


"Nada se tornara ausente quando carregado no coração"
                            De Tiago Dotto (Goticus Eternus)

Não me mate assim

Não lágrimas, vocês não encontraram meu olhar, não agora.
Nem mesmo borraram este papel, quisera eu ter uma espada.
Marcada com o sangue sujo de uma traição, com tal gloria e honra.
Ah madrugada quente, de repente inconsciente, me fiz fraco;
Demonstrei meu cansaço, enclausurado desabafo, fracasso.

Cobrei a tal desgraçada traição, contas não esquecida por mim.
Que pressionam minha mente, que soam aos meus ouvidos, com telegramas infernais;
Seriam banais, mas ainda tenho sangue a correr, ainda sou homem, de joelhos ou de pé.
Á quem salvei da morte, hoje cospe desprezo, tal ingratidão hoje não esta mais sozinha, como nunca esteve.
E sem me conter assim a cobrei, direitos que nem chega a meu ser real, tal veneno me mata a cada dia.
Recebo a voz corrupta, do amante, me jurando de morte, me jogando a própria sorte.

Já não sei onde procurar abrigo, não me veem o medo dos inúteis, e sim vir a ferir a quem me ama;
Muitos sabem o que passei, poucos sabem a dor que sinto, agradeço a vida real, mesmo cruel,
Injusta, e com “ valor” a vender e comprar;
Por me ferir e fazer sangrar por dentro mais uma noite, que minhas pupilas sejam abertas, que minha alma liberta;
Mas que não seja morrendo nas mãos da traição, e de quem assim me traiu.
Que amanhã eu morra de amor, eu morra de saudade, eu morra em paz, eu morra por uma causa.

A quem ler estas palavras, deixo um toque escrito em meio a tristeza;
Se um dia a traição adentrar em teu coração, pense com toda tua alma, se valerá a pena dar as mãos a ela;
Falo por que sinto cada rasgo, cada dia desvair ido, cada noite amarga, e tenho certeza que não valerá a pena fazer tal crueldade com alguém que te segue.
Não poderei ser o cavaleiro de espada em punho, não ah princesa, ah horror...

Que seja eu covarde, ou sábio, deixando a dor me matar em vida, e fugir a cada nova enrascada desses seres sem valor.
Peço-te vida que me possui a cada segundo, não me mate assim, deixe- me um dia ser amado;
Deixe-me um dia amar...
                                                                  
De  Tiago Dotto (Goticus Eternus)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Within Temptation: nova música disponibilizada

A banda holandesa Within Temptation  divulgou em seu Facebook o clip da música de seu novo single "Where Is The Edge", que também estará presente no próximo álbum da banda, "The Unforgiving". O single está marcado para ser lançado mês que vem. Confira a nova música, parte da trilha do filme nas imagens do clip.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

STRANGERS IN THE NIGHT

 STRANGERS IN THE NIGHT é o nome do novo supergrupo que conta com o guitarrista Michael Schenker (MSG, Scorpions, UFO), o baterista Herman Rarebell (SCORPIONS), o baixista Pete Way (UFO) e o vocalist Michael Voss (CASANOVA). A banda trabalha em seu álbum de estréia na cidade de Brighton, Inglaterra. Uma pequena amostra do que está por vir pode ser conferida no clipe de “Saturday Night”.
 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sinfonia

 Onde você está que os olhos não vêem
O corpo que queima é saudade viva
Que faz revirar sobre a cama
Pra te ouvir chamar só mais uma vez

Onde você está pra onde fugiu
Paris ou Grécia na nuvem que passa
Anjo caído com penitência
Em todo lugar que eu penso em estar
Você é lembrança

 Mas não te vejo voltar, voltar
Eu já nem sei mais no que acreditar

Na triste fábula que você virá
E a noite terá a mais bela sinfonia

Eu não te vejo voltar, voltar
Eu já nem sei mais no que acreditar

Na triste fábula...
Onde você esta...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Deixa o Olhar do Mundo


Deixa que o olhar do mundo enfim devasse
Teu grande amor que é teu maior segredo!
Que terias perdido, se, mais cedo,
Todo o afeto que sentes se mostrasse?
Basta de enganos!
Mostra-me sem medo
 
Aos homens, afrontando-os face a face:
Quero que os homens todos, quando eu passe,
Invejosos, apontem-me com o dedo.
Olha: não posso mais!
Ando tão cheio
 
Deste amor, que minha alma se consome
De te exaltar aos olhos do universo...
Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso
.

(Olavo Bilac)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mi placer sonido

Prazer

Deixe-me contar o que significa pra mim:

É como um dedilhado

Nota por nota em toques sutis

E quando a mão calejada encontra meu tom

É o gemido mais sustenido que nos sustenta

E a melodia já pode ser vista, descrita,

Explicita...

Nada mais me faz feliz.

Por Tiago Dotto(Goticus Eternus)

Mi cuore per te


Quando toca o coração
uma mão macia e calma,
esse toque faz vibrar
e ao amor, faz acordar
Bate forte e troveja
aquecendo a alma.
 
Quando bate o coração
não importa o motivo,
bate forte, bate rápido!
Mas nunca dolorido
quando bate de paixão!

Por Tiago Dotto(Goticus Eternus)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Atemporal


Não vim ao mundo para mostrar quem sou
Mas mostro à você quem posso ser
Posso ser seu sonho?
Venha, não demora que a porta está entreaberta
E você passa por ela
Desliza os dedos na maçaneta
Tateia a parede
Ouço sua respiração de medo

Confusa, vai embora
Outrora tinhas força para entrar
Mas, agora, namoras
E a razão te tomou
E o coração?
Esse perdeu mais uma luta

De quem é a culpa?
Nem minha, nem sua
O tempo é o vilão
Ele com a razão lhe tirou as mãos
Da porta que trazia o amor para minha vida

Por Tiago Dotto (Goticus Eternus)

domingo, 5 de dezembro de 2010

DESENTENDER A LÁGRIMA, insiste...

 Eu te dei tudo o que tinha,
caminhei pelo caminho junto contigo, me esforcei pra que estivesse ao meu lado.
Enfrentei os mais profundos desafios contigo.
Nas sombras me encontrava,
quando tu estendestes a mão para mim.
Eu sei!
Que essa sombra que me envolve é mais forte que a morte. Porém sua mão se estendeu, e me levou de volta.
Eu estava na luz, mas me sentia só,
simplesmente porque a luz queimava meu coração.
Simplemente porque a luz ofuscava meus olhos.
E me cegava.
Andei no meio da dor, caminhei só,
e estive aqui perdido todo esse tempo
cego pela luz.

Por quê esse silêncio cai sobre minha alma.

E aqui nas sombras continuo mesmo na luz?
Eu conheço a luz que vem da porta,
a vida morta, que sorri falsamente diante da dor.
Eu conheço o silêncio que se dispersa
a fatia inversa do corte profundo.
Meu silêncio é a lágrima perdida,

a lágrima que ainda
insiste...
insiste...
insiste...
 

Estive aqui todo esse tempo.
Procurando que minha presença fosse notada
Andando pelo caminho e gritando por alguém

Eu, que sou o silêncio da vida

A dor que ainda
Insiste em doer
O ócio, o pensamento profundo

Que nunca mudará o mundo
Mas que insiste...
insiste...
insiste...

Minha canção começa falando de amor

E termina em morte
Meu final feliz se perde
E meu olhar esperançoso se torna uma lágrima só

A lágrima que cai

A esvair-se na lama
A lágrima a lâmina
Que corta sem piedade em dor

Nesse mundo, nunca serei notado

Não importa o que faça eu estarei sempre em silêncio
Todo meu esforço
Jogado
No lixo esvaído
E as lágrimas...

A lágrima que antes era

Agora é loucura
Eu aqui permaneço
Tentando me controlar
Pelo vento, sinto a sombra que me envolve
Tento recuperar-me mais um pouco
insisto...
insisto...

Eu te dei tudo o que tinha

Me esforçei pra falar as palavras certas enquanto estive próximo
Tentei segurar a angústia
Mas não consegui
Ah!

Cristal da lâmina da alma que se estraçalha no chão
A tua calma
Se perde em loucura
Ah!
Silêncio que grita nos meus ouvidos.
Enquanto a morte me espera.
Ah!

Lâmina que corta a alma
A tual calma
Se perde em loucura
Meu silêncio se desperta.
Minha vida se vai.

Nunca imaginei que as sombras em que mergulhei

Poderiam ser mais profundas.
Nunca pude perceber.
Que a morte poderia ser pior ainda


Ah!
Ainda ...
insisto...
insisto..
insisto...

Por quanto tempo ainda vou conseguir insistir.

Eu ouço o silêncio e o vento
A paz e o lamento
Sinto a dor como nunca senti antes
Tanto que nem mais temo a morte.
Mas não levará minha alma, minha paz e minha vida.
 

Ah!
lâmina encrustada na alma
O desespero sem perdão imerso na dor
O silêncio disperso e sem amor
Vivendo da chave da angústia
Por quê esse silêncio aqui agora

Ainda se demora?
ainda...
ainda...
ainda...

Por Tiago Dotto (Goticus Eternus)

The Cure: disco ao vivo é relançado em LP duplo

THE CURE lançará na próxima segunda-feira uma nova versão de “Entreat”, disco ao vivo dos caras lançado originalmente em 1990 de um show gravado em 1989 composto totalmente de músicas retiradas do álbum “Disintegration”, de 1989.
A nova edição sairá em um belíssimo LP duplo com esse “splash” colorido da foto aí de cima e conta com a seguinte tracklist:
Lado 1
Plainsong / Pictures Of You / Closedown
Lado 2
Lovesong / Last Dance / Lullaby / Fascination Street
Lado 3
Prayers For Rain / The Same Deep Water As You
Lado 4
Disintegration / Homesick / Untitled
Em outra notícia relacionada, boatos dão conta de que a banda pode desembarcar em terras brasileiras em 2011.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Battlelore: detalhes sobre o novo álbum da banda


site oficial:  www.battlelore.net/
A banda finlandesa BATTLELORE soltou a seguinte nota:
O BATTLELORE finalizou o trabalho de seu sexto álbum chamado “Domblound”. O álbum consiste de 11 músicas, uma das quais é instrumental. Esse é o primeiro trabalho conceitual do BATTLELORE – todas as letras contam a história do trágico herói de J.R.R. Tolkien, Túrin Turambar e seu povo. Uma das músicas é cantada completamente em finlandês em reconhecimento à bela terra natal do BATTLELORE, a Finlândia e Kalevala, a épica nacional finlandesa. As músicas em si estão mais dinâmicas, atmosféricas e épicas do que antes – prepare para a definitiva experiência musical e a jornada ao longo da vida através dos olhos de um herói derrotado.
Como nos álbuns anteriores do BATTLELORE, haverá uma edição normal do álbum e uma edição especial limitada digipak incluindo material raro. Dessa vez o material extra é mais especial do que nunca – como agradecimento a todos os fãs e seguidores do BATTLELORE por seus enorme apoio pelos últimos 10 anos, a banda compilou um DVD bônus de seu material pessoal. O DVD bônus “The 10 Years Of Battlelore” inclui material de dois shows ao vivo, dois vídeos de turnês, uma enorme galeria de fotos e todos os clipes do BATTLELORE.
A banda comenta: “Esse é um tipo de material nosso que nunca vimos antes. Queríamos que nossos fãs vissem o quanto seu apoio significa para nós e como é realmente ser parte da família BATTLELORE. Aproveitem!

Track list do CD “Doombound”

'Bloodstained'
'Iron Of Death'
'Bow And Helm'
'Enchanted'
'Kärmessurma'
'Olden Gods'
'Fate Of The Betrayed'
'Men As Wolves'
'Last of the Lords'
'Doombound'
'Kielo' (instrumental)
As datas de lançamento do álbum são:
Europa - 28 de Janeiro
América do Norte - 8 de fevereiro





quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Apocalyptica: vídeo de "End Of Me" em versão acústica

 O grupo finlandês APOCALYPTICA postou um vídeo acústico da música "End Of Me" gravada dia 24 desse mês no "Hard Rock Café" em Berlin, Alemanha. A banda também anunciou as datas remarcadas dos shows de novembro/dezembro anteriormente cancelados devido a problemas de saúde de Perttu Kivilaakso.
Confira "End Of Me" no vídeo abaixo.
 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Yin Yang (simbologia part. 8)


"Yin-yang talvez seja o conceito chinês mais amplamente difundido no Ocidente; é também aquele a respeito do qual se cometem mais equívocos, mesmo entre os próprios chineses.

Muitos eruditos, por exemplo, transmitem a impressão de que yin e o yang, que representam os princípios positivo e negativo, masculino e feminino, sejam duas forças primordiais que controlam o universo, ou os dois componentes fundamentais a partir dos quais todo o cosmo é constituído. Essa interpretação é bastante errónea, apesar da popularidade que esse mesmo conceito goza, entre figuras de respeito.

Yin e yang, por si só, não são nem forças nem componentes; são, na verdade, símbolos e podem ter significados diferentes em contextos diferentes. Assim, algumas vezes eles podem simbolizar forças ou componentes, sejam cósmicos ou de outra natureza, mas nem sempre o fazem.

Ainda que as suas manifestações sejam com frequência bastante profundas, na sua forma mais simples o conceito de yin e yang está relacionado sempre a dois aspectos que, embora sejam opostos, são também complementares em relação a tudo o que existe no universo, seja um simples objecto, processo ou uma ideia. Por exemplo, se caminhamos olhando para o céu, que está acima de nós, “céu” e “acima” tornam-se significativos apenas quando relacionamos esses dois termos aos seus simétricos “terra” e “abaixo”. Normalmente, fazemos essa relação sem ter consciência disso, já que esses termos são tão familiares a nós; contudo, mesmo inconscientemente, nós a fazemos. Em outras palavras: “céu” e “acima” e “terra” e “abaixo” são dois pares cujos os elementos se opõem, ainda que se complementem, e cada um deles dá sentido ao outro. Se não pudéssemos definir conceptualmente os termos “abaixo” e “terra”, também não seria possível definir “acima” e “céu”, e vice-versa. Se estivéssemos bem longe – no espaço sideral talvez -, “abaixo” e “terra” ou “acima” e “céu” não teriam significado. Um desses dois aspectos é denominado yin, e o outro é denominado Yang. De acordo com esse exemplo, “acima” e “céu” referem-se, por convenção, ao yang, enquanto “abaixo” e “terra” referem-se ao yin.
Observemos, então, o próprio céu, que é yang quando comparado à terra. Se estiver nublado e relativamente escuro, poderemos nos referir a ele como sendo yin em relação às outras vezes em que esteve claro e ensolarado. No entanto, se compararmos esse mesmo céu nublado com o aspecto que teria durante a noite, então ele é yang, pois será sempre mais claro do que o céu nocturno, mesmo que pareça escuro em contraste com um dia ensolarado. Portanto, podemos perceber que yin e yang, em suas manifestações escura e clara, são relativos, além de complementares.

Yin e yang são dois aspectos de uma unidade ou holismo. Essa unidade geralmente é representada por um diagrama conhecido como o símbolo de Tai Chi.
Tai Chi é geralmente traduzido por cosmo. Ao observarmos o símbolo, percebemos que ele é perfeitamente simétrico de todos os pontos de vista. Ele simboliza magistralmente aqueles aspectos complementares, embora opostos, do yin-yang. Percebemos também que o yin começa precisamente onde o yang atinge o seu máximo, e vice-versa.

Os conceitos de yin e yang e do símbolo do Tai Chi são utilizados em muitas outras disciplinas além das artes marciais. São particularmente significativos na medicina, na alquimia, na astrologia, na geomancia e na filosofia taoista. Na medicina chinesa, por exemplo, frequentemente se diz que a harmonia yin-yang é essencial para a saúde. Como uma fórmula matemática, ele é um princípio conciso, embora grandioso, que pode se manifestar em inúmeras situações na saúde individual e na medicina. O símbolo do Tai Chi é o motivo mais recorrente nas ilustrações taoistas, simbolizando, entre outras coisas, o físico e o espiritual da filosofia taoista.

sábado, 27 de novembro de 2010

Misere Mortem - Mortemia

Novo projeto do Morten Veland 
cérebro por trás da melhor fase da carreira do Tristania – e também do Sirenia -, o Mortemia chega ao mercado com "Misere Mortem", seu primeiro disco. Composto, arranjado, produzido e totalmente tocado por Veland, o álbum é um trabalho carregado de elementos góticos, denso e soturno, um disco diferente e, provavelmente, único naquilo que se propõe.
Faixas:
1 The One I Once Was
2 The Pain Infernal and the Fall Eternal
3 The Eye of the Storm
4 The Malice of Life's Cruel Ways
5 The Wheel of Fire
6 The Chains That Wield My Mind
7 The New Desire
8 The Vile Bringer of Self Destructive Thoughts
9 The Candle at the Tunnel's End

O álbum pode ser dividido em duas partes distintas. As primeiras quatro faixas são mais elaboradas e gradiloquentes, e nelas a guitarra divide o protagonismo com o teclado, sem perder uma única grama de peso.
“The One I Once Was” abre o disco com orquestrações e coros gregorianos, e soa como se monges beneditinos resolvessem cantar heavy metal. Os vocais guturais de Morten se contrapõe a esses mesmos coros em “The Pain Infernal and the Fall Eternal”, enquanto “The Eye of the Storm”,
a melhor do álbum, lembra bastante o Dimmu Borgir  dos trabalhos mais recentes e conta com ótimos vocais e bons solos de guitarra.
A partir da quinta faixa o disco fica mais direto, com composições ligeiramente mais simples que as anteriores. “The Wheel of Fire” é a mais agressiva do álbum, enquanto “The Chains That Wield My Mind” possui solos e melodias de guitarra muito interessantes. As composições vão nessa linha, inserindo inclusive tímidas características de metal tradicional em algumas passagens. O trabalho encerra com “The Candle at the Tunnel´s End”, com vocais pertubardores e cheios de efeito.
Uma curiosidade: assim com "In Sorte Diaboli", lançado pelo Dimmu Borgir em 2007, todas as faixas de "Misere Mortem" começam com “the”.
"Misere Mortem" é um bom disco, um CD muito interessante repleto de composições que esbanjam bom gosto, uma obra bastante pessoal de um dos mais influentes músicos e compositores do metal contemporâneo.
Se você acha que a união do heavy metal com o gótico não funciona sem a presença de vocais femininos, ouça e reveja seus conceitos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

The Raven: John Cusack surge no set como Edgar Allan Poe


Obviamente, o tênis preto não faz parte do figurino...


Edgar Allan Poe
The Raven, novo filme do diretor James McTeigue (V de Vingança, Ninja Assassino), já está sendo filmado na Hungria, e a Associated Press conseguiu a primeira foto de John Cusack no set como Edgar Allan Poe


O filme ficcionaliza os últimos cinco dias da vida do poeta, cuja morte é até hoje um mistério. Sabe-se que ele foi descoberto nas ruas de Baltimore em estado de delírio e grande estresse. Poe estava vestido com as roupas de outra pessoa, repetindo o nome "Reynolds", e morreu pouco tempo depois em um hospital, sem nunca ter explicado o que aconteceu.
A trama, propriamente dita, parece colocar Poe para rivalizar com o Sherlock Holmes de Robert Downey Jr.. The Raven, nome de seu mais famoso poema, mostrará o autor encabeçando uma investigação atrás de um serial killer que raptou sua esposa (Alice Eve) e cujos assassinatos são inspirados em seus livros. Luke Evans entra para viver o detetive que acompanha Poe na investigação.
O roteiro foi escrito por Hannah Shakespeare (Obsessão, Ghost Whisperer) e Ben Livingston. O filme estreia em 2011.