Não lágrimas, vocês não encontraram meu olhar, não agora.
Nem mesmo borraram este papel, quisera eu ter uma espada.
Marcada com o sangue sujo de uma traição, com tal gloria e honra.
Ah madrugada quente, de repente inconsciente, me fiz fraco;
Demonstrei meu cansaço, enclausurado desabafo, fracasso.
Cobrei a tal desgraçada traição, contas não esquecida por mim.
Que pressionam minha mente, que soam aos meus ouvidos, com telegramas infernais;
Seriam banais, mas ainda tenho sangue a correr, ainda sou homem, de joelhos ou de pé.
Á quem salvei da morte, hoje cospe desprezo, tal ingratidão hoje não esta mais sozinha, como nunca esteve.
E sem me conter assim a cobrei, direitos que nem chega a meu ser real, tal veneno me mata a cada dia.
Recebo a voz corrupta, do amante, me jurando de morte, me jogando a própria sorte.
Já não sei onde procurar abrigo, não me veem o medo dos inúteis, e sim vir a ferir a quem me ama;
Muitos sabem o que passei, poucos sabem a dor que sinto, agradeço a vida real, mesmo cruel,
Injusta, e com “ valor” a vender e comprar;
Por me ferir e fazer sangrar por dentro mais uma noite, que minhas pupilas sejam abertas, que minha alma liberta;
Mas que não seja morrendo nas mãos da traição, e de quem assim me traiu.
Que amanhã eu morra de amor, eu morra de saudade, eu morra em paz, eu morra por uma causa.
A quem ler estas palavras, deixo um toque escrito em meio a tristeza;
Se um dia a traição adentrar em teu coração, pense com toda tua alma, se valerá a pena dar as mãos a ela;
Falo por que sinto cada rasgo, cada dia desvair ido, cada noite amarga, e tenho certeza que não valerá a pena fazer tal crueldade com alguém que te segue.
Não poderei ser o cavaleiro de espada em punho, não ah princesa, ah horror...
Que seja eu covarde, ou sábio, deixando a dor me matar em vida, e fugir a cada nova enrascada desses seres sem valor.
Peço-te vida que me possui a cada segundo, não me mate assim, deixe- me um dia ser amado;
Deixe-me um dia amar...
De Tiago Dotto (Goticus Eternus)





