sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Arquitetura GÓTICA


Legenda:  
 A - nave central
B - nave lateral
C - pilar
D- arco quebrado
E - aboba de ogivas
F - fecho da abóbada
G - contra forte
H – arcobotante
I - vitral

Na arquitectura, a arte gótica caracterizou-se por :

1.  Verticalidade (a catedral de Amiens, par exemplo, mede 145 metros, sensivelmente o mesmo que a pirâmide de Quéops).

2.  Luz (filtrada pelos vitrais deslumbrantes).

3.  Arco quebrado ou arco gótico (substitui o arco de volta inteira do estilo românico e confere ao edifício a sensação de elevação).

4.  Abóbada de cruzamento de ogivas (o cruzamento de arcos diagonais de suporte - as ogivas - permite descarregar o peso não sobre as paredes, como acontecia no estilo românico, mas sobre os pilares, possibilitando a construção de paredes mais finas e pre­enchidas por vitrais, sem afectar a segurança do edifício. Ao estilo gótico também se chama, par isso, arquitectura ogival).

5.  Arcobotante (elemento arquitectónico de apoio e reforço das paredes, composto pelo estribo e pelos arcos e par vezes encimado pelo pináculo).

Na escultura, as principais características da arte gótica são:
1.  Ligação à arquitectura (nomeadamente, nas fachadas das catedrais).
  
2.  Naturalismo idealizado (rostos serenos, vestes detalhadas).

3.  Gargulas (esculturas de diabos, monstros ou animais que adornam o exterior da catedral).
4.  Valor doutrinal (as esculturas contavam ao povo analfabeto da Idade Média a vida de Cristo e dos santos, enquanto as gargulas alertavam para a possibilidade de condenação do pecador).
 0 estilo gótico,  afirmação do mundo urbano
O surto urbano dos séculos XI a XIII reflectiu-se, em termos artisticos, na construção de edifi­cios novos, imponentes, de cariz religioso: as catedrais.
A primeira igreja gótica nasceu da ampliação da abadia de Saint-Denis, pelo abade Suger, em Paris, em 1137. Parém, rapidamente o novo estllo ultrapassou os limites da comunidade monástica, tornando-se o simbolo da afirmação do clero urbano.
Par trás da arte gótica encontramos, igualmente, uma élite social urbana - a burguesia - empe­nhada na demonstração do seu poder financeiro, nem que para isso tivesse de competir com as elites das cidades vizinhas, rivalizando na construção de catedrais cada vez mais altas e exube­rantes (foi o caso da competição entre os burgueses de Beauvais e de Amiens, no século XIII).
Se o estilo gótico é fruto da afirmação do mundo urbano, então não nos deve surpreender a disparidade cronológica entre 0 gotico francês e o português: enquanto na França o século XII já é pródigo em construções do estilo gótico (por exemplo, a catedral de Chartres), em Portu­gal, acompanhando o surto urbano mais tardio, o Gótico desenvolve-se a partir do século XIII, tendo como principais exemplos a igreja do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (com os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro), o claustro da Sé Velha de Coimbra e a igreja do Mos­teiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha. ( 1 séc. de dif.)
CONCLUINDO :
 Caracterizar a época medieval
A época medieval é um período muito extenso da vida da humanidade (cerca de 1000 anos) que se convencionou balizar entre as datas 476 (queda do Império Romano do Ocidente) e 1453 (queda do Império Romano do Oriente). Naturalmente, um período tão alargado no tempo corresponde a muitas transformações ao nível do tempo curto (dos eventos ou acontecimentos) e do tempo médio (das conjunturas). No entanto, é possivel destacar algumas características perenes, isto é, duradouras, que se mantiveram praticamente inalteradas ao Iongo de todo esse período: estamos a falar das estruturas correspondentes ao tempo longo. Assim, na Euro­pa Ocidental, podemos destacar as seguintes:

1.  Estrutura economica - era centrada, essencialmente na agricultura, sector pouco desen­volvido porque estava dependente dos factores climáticos e da mão-de-obra. É de salien­tar, no entanto, o crescimento agrícola registado a partir do século XI, possibilitado por um conjunto de inovações na forma tradicional de cultivo. A acompanhar o progresso agrícola, assinala-se o progresso comercial, através da criação de uma rede de rotas comerciais dominada pela Flandres/Champagne, pela Liga Hanseática e pelas cidades italianas.

2.  Estrutura demográfica - uma elevada taxa de mortalidade, sobretudo infantil, impedia que a população aumentasse significativamente, apesar da também elevada natalidade. Uma vez que a evolução da população era consequência directa do sistema económico, os progressos na agricultura e no comércio dos séculos XI a XIII constituíram um factor importante para o crescimento demográfico e para o surto urbano desses séculos. Noutras épocas, nomeadamente no século XIV, a fraca produtividade agrícola (fomes) aliava-se às doenças (pestes) e aos conflitos políticos (guerras) para produzir um recuo demografico. Século XIV = crises
3.  Estrutura social - era assente em estratos ou ordens - clero, nobreza e Terceiro Estado ­categorias sociais rigidamente separadas consoante os seus deveres e privilégios. Dentro do Terceiro Estado deve ser destacada a singularidade da burguesia, grupo em ascensão no século XIII devido ao enriquecimento pelo comércio e à ascensão a cargos de chefia na administração dos burgos.
4.  Estrutura política - depois de um período muito conturbado politicamente, devido às invasões de diversos povos no espaço do antigo Império Romano, a Europa cristalizou-se politicamente em reinos, senhorios e comunas, sobressaindo, no centro da Europa, 0 Sacro Império Romano-Germânico como tentativa de unificação europeia. Nos campos, a pala­vra-chave é dependência: relações de dependência entre senhores nobres, por um lado, e entre estes e os membros do povo, por outro. 0 rei, neste contexto, fez esforços, sobretudo a partir do século XIII, para impor o seu estatuto de Iíder. Servia-se, muitas vezes, do apoio da elite citadina para obter a centralizaçao do seu poder.
Alguns exemplos de monumentos góticos :
obs: Clicando na imagem ela será redimensionada para um tamanho de melhor visualização
1-chartes- uma das primeiras catedrais góticas da frança
2-a catedral de Colonia- Uma obra prima da arquitertura gótica
3-abadia de Westminster
4-caterdal de Burgos- Construinda entre o XIII e XV
5-Catedral de Lincoln-Lincolnshire, Ingalterra
6- Caterdal de Milo
7-catedram Dioscesana Santo Antônio- Frederico Fesfhalen-Rs,Basil
8-Fachada oeste da Catedral de Reims,França
9- Catedral de Salisburg
10- Sagrada Familia,Esp

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Heartagram (simbologia part . 3)


O Heartagram é a mistura de um coração com um pentagrama invertido (Baphomet). O significado desse símbolo é a vida e a morte, o amor e o ódio, uma "forma extrema e intensa" que é o tema da maioria das músicas da banda, além de ser seu símbolo principal.
O Heartagram é a marca registrada do HIM, criado por Ville Valo no dia de seu 20° aniversário. Valo disse que "o Heartagram representa o HIM, como banda, como uma entidade e o 'love metal' em geral". Muitos fãs da banda tem tatuagens do Heartagram, ou tatuagens de outros emblemas do HIM - como o coração no pulso direito de Ville entre outros. Ville Valo permitiu que "seu amigo próximo", Bam Margera (skatista profissional, ator e estrela de Jackass, que por sinal tem várias tatuagens semelhantes às do Ville) compartilhasse a licença da imagem do Heartagram que Margera tem usado para fins promocionais, incluindo seus tênis Adio e skates Element. Por causa da licença compartilhada, as pessoas confundem facilmente, achando que o símbolo pertence apenas a Bam.

Arte Gótica



No século XII, entre os anos 1150 e 1500, tem início uma economia fundamentada no comércio. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana.
No começo do século XII, a arquitetura predominante ainda é a românica, mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios.

ARQUITETURA
A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. Enquanto, de modo geral, a igreja românica apresenta um único portal, a igreja gótica tem três portais que dão acesso à três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais.
A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas.
A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os  séculos XII e XIV.
Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja.
As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres.

ESCULTURA
As esculturas estão ligadas à arquitetura e se alongam para o alto, demonstrando verticalidade, alongamento exagerado das formas, e as feições são caracterizadas de formas a que o fiel possa reconhecer facilmente a personagem representada, exercendo a função de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja..
 
ILUMINURA
Iluminura é a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada, ou então é um privilégio da quase mítica China). O desenvolvimento de tal genero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica, os manuscritos também eram encomendados por particulares, aristocratas e burgueses. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis.
Durante o século XII e até o século XV, a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. Ao realizar essa tarefa, deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto..
Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava, pois destinava-se aos poucos possuidores das obras copiadas, a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena, que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores.
 
PINTURA
A pintura gótica desenvolveu-se nos séculos XII, XIV e no início do século XV, quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura o realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste.
Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento (Duocento):
* Giotto  - a característica principal do seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento.
Obras destacadas: Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e  Retiro de São Joaquim entre os Pastores.
* Jan Van Eyck  -  procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época. Nota-se em suas pinturas um cuidado com a perspectiva, procurando mostrar  os detalhes e as paisagens.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Do amor a solidão

 


Viajo na estrada da noite, estrada que não finda
Será mesmo não ter fim, tamanho caminho.
Minha inquietude me diz que não será possível
Algo não ter fim.

Meu respiro lança uma resposta chamada eterna.
Meu reluto diz ser eterno o amor, a paixão, a solidão.
Olhe no espelho, diz meu coração.

Como chamas de eterno o amor, se ao mesmo
Clama a solidão...
Respondo-lhe sem esmeros, meu companheiro vivido.

Lembra a estrada que a pouco mencionei
Pois ela é minha vida
Não te lembra ò pequeno companheiro.

Caminhaste juntamente comigo
Tu foste minha inquietude, meu respiro,
Meu amor, minha paixão, minha solidão...

De Tiago Dotto (Goticus Eternus)

terça-feira, 27 de abril de 2010

O espírito romântico do século XXI


Introdução

Na ausência de uma classificação mais precisa, foi denominada Cultura Obscura, o conjunto de elementos que caracterizam o grupo de indivíduos que surgiu nas metrópoles brasileiras, em meados da década de 90 e está se consolidando nestes primeiros anos do século XXI. Suas principais características, tanto comportamentais quanto artísticas, podem ser associadas ao movimento Romântico europeu do século XVIII, mas ainda assim, ficou sendo considerada por muitos, uma ramificação da subcultura gótica/darkwave. Não é possível determinar um ponto de partida específico para o surgimento da cultura obscura. Porém, por cultivarem algumas referências artísticas comuns, é provável que seja um subproduto, mas não uma evolução, da subcultura gótica. Neste caso, a cultura obscura une e intensifica os elementos românticos encontrados na subcultura gótica, consolidando-se como uma manifestação distante de sua possível origem. Apesar do termo gótico estar relacionado à subcultura gótica/darkwave, também é amplamente usado para classificar os adeptos da cultura obscura. Neste caso, o termo gótico é utilizado em sentido parecido ao do termo Literatura Gótica, ou seja, como sinônimo de obscuro ou medieval, sendo estas, características muito presentes na cultura obscura. Ainda, o termo Goticismo (do inglês Gothicism), que originalmente refere-se apenas à Literatura Gótica, também é utilizado, de forma equivocada, como uma "variação" da expressão cultura obscura. Apenas nesta situação, goticismo abrange o comportamento, arte e "filosofia" da cultura obscura. A expressão "nascer gótico" (gótico neste caso relativo à cultura obscura) é comumente usada entre os adeptos da cultura obscura e interpretada de forma equivocada por outros. Obviamente, não é possível compreender esta expressão em sua forma literal. Isto porque não é possível "nascer já sendo alguma coisa"; ou seja, ninguém nasce com uma doutrina, ideologia, ou religião pré-estabelecidas, por exemplo. Neste caso, a expressão "nascer gótico" significa que, ao longo da vida, de forma indireta e natural, uma pessoa cultivou em sua própria personalidade, valores que se identificaram e se associaram às principais características da cultura obscura. Portanto, não houve uma mudança repentina e intencional para "virar gótico". Neste caso, o que ocorre, é um processo natural de conhecimento e identificação.

Características Gerais

Apesar de ser considerada por muitos, uma tribo urbana, a cultura obscura não



se caracteriza necessariamente pela coletividade, mas principalmente pela individualidade. Uma vez que se aborda personalidades e comportamentos que tendem a encontrar expressões artísticas comuns. Desse modo, não há um conjunto específico de influências, regras ou doutrinas pré-estabelecidas. Porém, alguns pontos podem sugerir um "contramovimento social". Por exemplo, há na sociedade, de um modo geral, uma busca intensa pelo mercantilismo, a indução selvagem ao status e a exploração da arte pelo consumismo. A cultura obscura contraria essas tendências, contrapõe-se aos rótulos e modismos, choca-se com ideais consolidados e valoriza, sobretudo, a arte e a expressão individual. Para que algumas de suas principais características tornem-se mais nítidas, pode-se associá-las ao Romantismo Literário. Não apenas no aspecto artístico, mas principalmente, na questão comportamental. É este romantismo, reacionário ao iluminismo e ponto de partida da subcultura gótica, responsável pelas bases obscuras desta cultura. A superestimação do ego e, conseqüentemente, dos próprios sentimentos que, exteriorizados, formam uma realidade idealizada do mundo. A evasão, que consiste numa fuga psicológica da realidade, é responsável pela supervalorização do passado, seja individual ou histórico, como no saudosismo. Assim, percebe-se com nitidez a intersecção entre Romantismo e Cultura Obscura. Entre seus adeptos, podemos encontrar um constante interesse pela cultura, valorização e contemplação de diversas manifestações artísticas; perspectiva poética e subjetiva sobre a própria existência; visão positiva sobre solidão; melancolia e tristeza; introspecção e medievalismo; etc. A soma destas características compõe uma cultura de atmosfera sombria, romântica e poética. Mas, geralmente, é vista pela sociedade, de forma preconceituosa, como uma manifestação depressiva e negativa. A Literatura, além de ser uma das manifestações artísticas mais consumidas e produzidas na cultura obscura, fornece uma definição estética e ideológica bem próxima dos elementos que a compõem. Compor um poema, por exemplo, é uma forma de penetrar no próprio âmago, conhecer a si próprio, confrontar os temores e revelar os mais profundos sentimentos. Mais uma vez, o romantismo faz-se presente; especialmente o ultraromantismo ou "mal-do-século". Não apenas por suas obras, mas principalmente por suas características: subjetivismo, saudosismo, predileção pelo noturno e pelo sobrenatural, por exemplo. Obras de autores como Allan Poe, Lord Byron, Lovecraft e Álvares de Azevedo são amplamente absorvidas. A música pode ser classificada como o principal veículo de divulgação no que se refere à Cultura Obscura. Mas, como em outras expressões, não é possível traçar uma linha nítida relacionada à estilos ou artistas específicos. As bandas que surgiram no início da década de 80, no período conhecido como pós-punk, e atualmente são classificadas genericamente de góticas, também são apreciadas; como o Joy Division, por exemplo. O Gothic Metal, nome dado genericamente ao estilo que combina Metal e Neoclássico, traz em letras e arranjos uma boa parte dos temas abordados: alusão à obras literárias e mitologia, citações em latim e arcaísmos, entre outros elementos. Porém, a cultura obscura ainda abriga outros estilos e referências musicais. Por exemplo, música medieval e renascentista, e compositores clássicos e neoclássicos. Ainda, estilos mais suaves como New Age, Dark Atmospheric (ou Dark



Ambient) e Ethereal. Na cultura obscura não há uma religião ou doutrina espiritual a ser seguida. Mas há um grande interesse por religiões do período pré-cristão, por diversas correntes e doutrinas esotéricas e pela própria espiritualidade. Este interesse é, sem dúvidas, fruto de um desejo de autoconhecimento e de elevação espiritual próprios de seus adeptos. Nas plásticas e na estética, as emoções são figuradas e personificadas. Anjos e demônios convivem como nas ilustrações de William Blake, o terror pode ser encontrado em Nosferatu, do expressionismo alemão. Vê-se ironia e macabrismo no cinema de Tim Burton. Assim como sombras urbanas emergem na lendária Gotham City. Castelos e catedrais, gárgulas e quimeras coexistem na Arte Digital. Definições e exemplos tão distantes que se tornam próximos e coerentes a olhos intensos e românticos. A combinação de certos elementos compõe uma obra, um ambiente ou uma paisagem, impregnada de lirismo obscuro, como na melancolia decadente de um cemitério ou na grandeza de uma catedral. Diversas expressões artísticas de culturas e épocas distintas encontram-se na cultura obscura: do romantismo ao modernismo; da prosa à poesia; do sacro ao profano... Uma cultura que não necessita de regras, apenas de identidade; que não pode ser sintetizada em algumas palavras; mas que é ampla e democrática para abrigar elementos tão distantes e incluí-los sob uma mesma perspectiva.




domingo, 25 de abril de 2010

 
(Espaço dedicado a poetisa da noite LUA)

Magia da noite

O crepúsculo se anuncia
Noite nebulosa
Nuvens entrelaçam-se, fabulosas

A Lua ilumina
Recebida pelas nuvens vestidas de algodão
Que a roçam e carinho lhe dão

O silêncio
Mais adiante é quebrado
Dissolvendo-se no ar e pelo brado

Que bela melodia
Eco de arranjos góticos
Poesia e sentimentos nada lógicos

É o chamado do Lago
Para a Lua
Numa noite que começa a ficar nua

A Lua desliza pelo horizonte
Como que rasgando-o, talvez timidez
Ou até mesmo insegurança e rigidez

Estática, evita tocar o Lago
Pois sabe que tem uma superfície gélida demais
Podendo chocar o belo Lago de águas termais

A Lua ilumina o Lago por instantes infinitos
O lago reflete a face feminina majestosa
Deixando a Lua por demais vaidosa

Porém a face negra lunar
Não consegue conter no tempo
Uma lágrima que passeia por todo o seu corpo

Cai no corpo d´agua
Unindo-se aos fluídos de desilusão do Lago
Nasce então uma frondosa Ninfa azul-índigo

Que levita em seu balé sobre água
Toda sensualidade
Que àquele momento inspira por fatalidade

Testemunha
A pura magia da noite, e se esconde
Ao ver o grande Sol vindo por trás do monte.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Lago da Meia-Noite



Durante o dia ninguém percebe
Passa rápido como uma lebre
Mas sei que existe naquele lugar
Um canto no qual eu possa descansar
Mas durante a noite, quando todos dormem
Quando a Lua amanhece
Esse lago acorda e canta
E me encanta
Os peixes pulam
As libélulas e fadas chegam
Seu pó encantado
Me deixa voar
O reflexo da Lua brilha tanto no Lago
Que dá vontade de virar um mago
E transformar todo o mundo
Em um rio muito profundo
Dá vontade de nadar com as sereias
Voar com as fadas
Ir até o topo das árvores
E agraciar as estrelas
Como seria bom se esta Lua brilhasse
Como seria bom se este Lago existisse
Como seria bom se fadas e sereias cantassem
Como seria bom ouvir um Lago encantar pessoas
Mas sei que no meu coração
Tudo isso permanece
E nunca abrirei mão
Daqueles que nunca me esquecem

SHADOWSIDE



A banda brasileira SHADOWSIDE acaba de lançar o videoclipe de “Hideaway”, música que faz parte do álbum “Dare to Dream”, segundo registro fonográfico do grupo. Este disco, que contou com profissionais de renome como Dave Schiffman (SYSTEM OF A DOWN, AUDIOSLAVE, AVENGED SEVENFOLD e outros) e Howie Weinberg (AEROSMITH, Iron Maiden, METALLICA, PANTERA e outros), logo no mês de lançamento, foi um dos CDs de Heavy Metal mais vendidos do Brasil e, recentemente, figurou na lista dos melhores trabalhos de 2009 dos principais meios de comunicação do segmento.
O clipe, dirigido, produzido e editado por Luiz Felipe Amorim, tem como cenário uma oficina abandonada na cidade de Santos (SP). Além da banda em performance, a vocalista Dani Nolden interpreta a personagem principal. Segundo a cantora, a canção fala "sobre uma adolescente maltratada, incompreendida, que a vida toda é colocada pra baixo pelos pais e pela sociedade. No caso, a mãe acusa ela de fazer máscaras por afronta, por desrespeito, pra ser agressiva, enquanto tudo que ela quer é se expressar".
Além disso, este vídeo anuncia oficialmente a entrada do baixista Ricardo Piccoli, que já estava acompanhando a SHADOWSIDE em suas últimas exibições. Além de músico experiente, Piccoli tem se destacado também como exímio produtor musical. "Foi uma surpresa muito agradável quando recebi o convite da banda e e está sendo um enorme prazer fazer parte da família Shadowside. Estava um tempo parado como músico, somente trabalhando com produção. É ótimo tocar e voltar aos palcos ao lado desses caras", declarou o novo integrante. O atual lineup da banda é composto por Dani Nolden (vocal), Raphael Mattos (guitarra), Ricardo Piccoli (baixo) e Fabio Buitvidas (bateria).
Neste momento, o quarteto se prepara para o lançamento de Dare to Dream na Europa e já planeja um retorno ao Velho Continente para os próximos meses. Enquanto isso, o grupo continua agendando shows pelo Brasil. Mais informações serão divulgadas em breve.
O videoclipe e as fotos dos bastidores da gravação estão disponíveis nos canais oficiais da banda no Youtube e MySpace, respectivamente
http://www.youtube.com/user/ShadowsidePress7
http://www.myspace.com/shadowsideband

ReVamp


A nova banda de Floor Jansen, REVAMP, colocou online a capa do debut homônimo, bem como a tracklist. A poucos dias Goticus Eternus havia postado a história desta grande artista Holandesa, então aproveitamos o momento para os futuros seguidores dessa que será concerteza uma das grandes bandas de metal do mundo :



Tracklist:
01. Here's My Hell
02. Head Up High
03. Sweet Curse
04. Million
05. In Sickness 'Till Death Do Us Part: All Goodbyes Are Said
06. Break
07. In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain
08. In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disgraced
09. Kill Me With Silence
10. Fast Forward
11. The Trial Of Monsters
12.
Under My Skin
13. I Lost Myself
As datas de lançamento são as seguintes:
Suécia e Finlândia: 26 de Maio;
Alemanha, Áustria, Suíça, Holanda, Bélgica, Itália e Espanha: 28 de Maio;
Demais países europeus: 31 de Maio;
Estados Unidos: 27 de Julho.
Ainda não há previsão de data de lançamento no Brasil.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pentagrama (simbologia part .2)


 PENTAGRAMA, O SÍMBOLO MÁGICO DAS ANTIGAS TRADIÇÕES ATÉ HOJE
Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma forma de proteção.
Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino.
O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo consequentemente chamado de “Laço Infinito”.
A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neo-pagãos, com muita profundidade mágica e grande significado simbólico.
ORIGENS, RITOS E CRENÇAS
Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia “aos quatro cantos do mundo”. Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de “Selo de Salomão”, sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama.
Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As. Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no Egito, na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como ” A Proporção Dourada”, que ao longo da arte pós helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.
Para os agnósticos, era o pentagrama a “Estrela Ardente” e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os celtas pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à deusa Morrigan.
Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão . Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador.
O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifania, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neo-pagão do pentagrama.
Em tempos medievais, o “Laço Infinito” era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas.
Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da “Ordem dos Templários”, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área.
Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a “Proporção Dourada”, incorporando aquele misticismo aos seus projetos.
Entretanto, a “Ordem dos Templários” foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Se iniciaram os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa.
Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos “interesses” da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar.
Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na farmacopéia dos curandeiros, dos sábios e das bruxas. Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção dos dominicanos da Inquisição, dos hereges cristãos, para as bruxas pagãs e para os sábios, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos.
Durante a purgação das bruxas, outro deus cornudo, como Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama – popular símbolo de segurança – pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado “Pé da Bruxa”. As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos.
DO RENASCIMENTO ATÉ HOJE
As sociedades secretas de artesãos e eruditos, que durante a inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, ciência doutrinaria ligada ao agnosticismo surgida no Egito, atribuída ao deus Thot, chamado pelos gregos de Hermes Trismegisto, e formada principalmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos. Cristalizou-se, então, um ensinamento secreto em que se misturavam filosofia e alquimia, ciência oculta da arte de transmutar metais em ouro. O simbolismo gráfico e geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma era de luz e desenvolvimento.
Um novo conceito de mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o pentagrama (representação do número cinco), significava agora o microcosmo, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual. A mesma representação simbolizava o macrocosmo, o Homem Universal – dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de ordem e de perfeição, da Verdade Divina. Portanto, “o que está em cima é como o que está embaixo”, como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas filosofias orientais.
O pentagrama pitagórico – que se tornou, na Europa, o de Hermes, gnóstico – já não aparece apenas como um símbolo de conhecimento, mas também como um meio de conjurar e adquirir o poder. Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos magos para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc.
No calendário de Tycho Brahe “Naturale Magicum Perpetuum” (1582), novamente aparece a figura do pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos elementos. Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.
Mais tarde, o pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e consequentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo – o espírito representado pela quinta essência ( a “Quinta Essência” dos alquimistas e agnósticos).
Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do “Laço Infinito” foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso – o emblema maçônico da virtude e do dever.
Nenhuma ilustração conhecida associando o pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet ( figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal.
Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um misticismo novo que muito deve à Santa Cabala, tradição antiga do Judaísmo, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem. Não é tanto uma religião mas, sim, um sistema filosófico de compreensão fundamentado num simbolismo numérico e alfabético, relacionando palavras e conceitos.
Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas lojas de tradição hermética no ocidente: a “Ordem Temporale Orientalis” (OTO), a “Ordem Hermética do Amanhecer Dourado” (Golden Dawn), a “Sociedade Teosófica”, os “Rosacruzes”, e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e tradições da Maçonaria.
Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala. Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton – ou seja, o pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do espírito sobre os elementos, e é por este signo que se invocavam, em rituais mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da água e os gnomos da terra” (“Dogma e Ritual da Alta Magia” de Eliphas Levi).
A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala.
Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o pentagrama vertical, como um símbolo usado em rituais pagãos. Era também o pentagrama desenhado nos altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da deusa mais os dois aspectos do deus, nascendo, então, a nova religião de Wicca. Por volta de 1960, o pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em bruxaria e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente.
Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do culto satânico – “A Igreja de Satanás” – por Anton La Vay. Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o símbolo sagrado do pentagrama, invertido ou não, em símbolo do diabo.
A configuração da estrela de cinco pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos neo-pagãos, a conceitos de magia branca ou magia negra. Esse fato ocasionou a formação de um forte código de ética de Wicca – que trazia como preceito básico: “Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste.”
Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do pentagrama pela religião Wicca, das utilizações feitas pelo satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse bruxaria e o símbolo do pentagrama, alguns Wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais.
Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do pentagrama, ele se tornou firmemente um símbolo indicador de proteção, ocultismo e perfeição. Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da história e se mantêm com toda a sua onipresença, significado e simbolismo, até os dias de hoje

terça-feira, 20 de abril de 2010

Estilos apreciados na cultura gotica


A música apreciada na Cultura Obscura abriga desde as sonoridades mais rústicas, como a produzida entre algumas bandas góticas na década de 80, até a sofisticação do Metal que emergiu na década de 90. Pode oscilar entre sonoridades modernas, como a dos estilos eletrônicos mais pulsantes e dançantes, ou buscar referências na música medieval.
Desse modo, é possível ter uma idéia de quanto é amplo e democrático o conceito de música quando relacionado à cultura obscura, e pode-se perceber que não há padrões rígidos que determinem estilos específicos. Porém, há alguns pontos que são comuns na maioria. Podemos citar como exemplos, letras que abordam temas existenciais e que algumas vezes baseiam-se em obras da literatura romântica. Além de uma referência instrumental recorrente à música étnica, (de culturas orientais, por exemplo), e do próprio folclore europeu. A música erudita também é uma referência bastante comum, que pode estar presente tanto nos estilos mais suaves, como o Ethereal, até nos mais agressivos e pesados, como o Metal.
Alguns estilos, como o Ethereal, New Age e Dark Ambient/Atmospheric, muitas vezes, podem trazer uma sonoridade semelhante. Isso faz com que algumas bandas sejam genericamente inclusas sob mais de um rótulo. Este conceito também pode ser aplicado ao Metal e suas subdivisões.
(O objetivo deste artigo não é delimitar ou impor rótulos sobre os estilos citados. Mas apenas fornecer informações sobre as variações musicais mais presentes na cultura obscura. As bandas e artistas citados são apenas referências para que o leitor possa ter uma idéia mais clara dos estilos que são abordados nos tópicos.)
Gothic Rock
No Gothic Rock, o instrumental é simples, composto por guitarras, baixo e bateria. Os vocais característicos são graves. A expressão Gothic Rock foi usada pela primeira vez no final da década de 70 para classificar bandas como Bauhaus, Joy Division e Siouxsie and The Banshees, que também eram rotuladas como pós-punk. Mas suas influências não estavam limitadas ao punk. Neste momento, bandas que posteriormente seriam classificadas como Death Rock ainda eram chamadas de Gothic Rock. Assim, a fronteira entre o Death Rock e o Gothic Rock não são muito nítidas.
Referências: Bauhaus, Joy Division e Siouxsie and The Banshees.


Industrial/E.B
Apesar de muitas vezes serem classificados sob um mesmo rótulo, originalmente, E.B.M (Eletronic Body Music) e Industrial são estilos diferentes. Porém, é muito comum que bandas que sejam enquadradas num destes segmentos transitem livremente para o outro, e a fronteira que os diferenciam esteja cada vez mais sutil.
Ambos surgiram na década de 70 e suas bases recorrem ao experimentalismo eletrônico. Inicialmente, o Industrial utiliza-se de objetos de uso cotidiano para produzir as músicas. Não havia uma preocupação com características básicas, como melodia e harmonia. Ao longo dos anos, tornou-se comum o uso de timbres eletrônicos; as músicas adquiriram uma sonoridade mais dançante e os estilos subdividiram-se em Industrial-Rock, Industrial-Metal e CrossOver, entre outros.
Referências: Marilyn Manson, Cabaret Voltaire e Front 242.


Ethereal
O Ethereal é um dos estilos que foram classificados como Darkwave. No Ethereal encontra-se melodias lentas e suaves. O instrumental é composto por bases eletrônicas de sintetizadores ou orgânicas (acústicas). Há uma forte influência de música folclórica (européia) e de diversas culturas (não européias), além de música erudita e experimentalismo eletrônico. No Ethereal é muito comum que as músicas soem melancólicas e introspectivas.
Referências: Cocteau Twins, Dead Can Dance e Lycia.

Dark Ambient/Dark Atmospheric 
 Não há uma linha muito nítida que divida estes estilos. A semelhança é tanta que alguns até os consideram sinônimos. Também, a sonoridade muitas vezes se confunde com o Ethereal.
No Dark Ambient/Atmospheric o instrumental é delicado, com timbres eletrônicos que simulam violinos, sinos e efeitos diversos, como sons da natureza. Há também as bandas que utilizam instrumentos de música erudita, como violinos, cellos e flautas, compondo assim uma sonoridade mais orgânica, considerada neoclássica. Há a influência de música folclórica e os vocais, geralmente, são baseados no canto lírico. Como no Ethereal, muitas músicas soam melancólicas, com uma "tristeza passiva".
Referências: Dargaard, Elend e Autumn Tears.

New Age
O New Age, que significa literalmente Nova Era, pode ser considerado um movimento artístico-espiritual surgido na década de 60, composto por diversas crenças orientais. O estilo musical New Age também se caracteriza pela influência da música oriental. Porém, não se resume a isso. O New Age se subdivide em vários segmentos que possuem referências da música erudita e folclórica européia, por exemplo.
A sonoridade do New Age é suave e orquestrada. Possui melodias lentas muitas vezes interpretadas através do canto lírico, corais de vozes, sintetizadores e bases eletrônicas.
Referências: Era, Enigma e Enya.


Medieval e Renascentista
Quando relacionada à música consumida na cultura obscura, o termo Medieval pode referir-se à música do período medieval (principalmente da Baixa Idade Média no período de transição para a Renascença) ou ao estilo produzido por bandas e artistas contemporâneos que se inspiram na música medieval.
A música do período medieval é caracterizada, inicialmente, por melodias vocálicas sem acompanhamento instrumental, que fluem livremente desenvolvendo-se com suavidade e ritmos irregulares. Posteriormente, surgiu a polifonia e o acompanhamento de instrumentos como flautas, tambores e instrumentos de corda. Estas variações podem ser associadas tanto à musica medieval religiosa como a música medieval profana.
A música produzida atualmente que é inspirada no período medieval traz, além das características da música medieval de várias fases, também experimentalismos eletrônicos que, algumas vezes, flertam com Ethereal. Alguns artistas tendem a buscar uma sonoridade autêntica da época, enquanto outros produzem músicas com instrumentação mais complexa soando mais "pop".
Referências: Mediaeval Baebes, Ataraxia e Arcana.


Música clássica e neoclássica (Erudita)
Na cultura obscura, a música clássica é uma referência que se combina com outros estilos. Por exemplo, sua influência é notada entre estilos como Ethereal e Metal e entre artistas que buscam uma maior sofisticação na sonoridade através violinos, cellos, vocais sopranos e tenores, piano e cravo, por exemplo. Assim, buscam inspiração em compositores de diversas fases como Mozart, Beethoven, Chopin e Strauss.


Metal
Várias subdivisões do Metal são apreciadas na cultura obscura. Entre elas, principalmente, o Gothic Metal, Doom Metal, Metal Lírico e Metal Sinfônico. Há diversas características comuns entre estes estilos; a mais presente é a utilização de elementos de música clássica, como violinos, pianos, flautas e vocalização lírica. Estes itens combinam-se com as características mais comuns do Metal: guitarras graves, vocais urrados e variação rítmica. Além de letras que abordam o folclore do país natal da banda, ou referências de obras literárias, arcaísmos e expressões em latim, por exemplo.
Algumas bandas destes segmentos podem ter sido influenciadas pelas bandas do Gothic Rock oitentista e do Doom da década anterior. Além disso, é muito comum serem classificadas também em outros estilos.
Referências: Epica, Tristania e Theatre of Tragedy.

Referência bibliográfica:
Estilos Góticos/Goth Song's - Robert Sethiano Kolaço (International Goth Society inc.)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Floor Jansen

Informação geral:  Data de nascimento 21 de Fevereiro de 1981 (29 anos)
Origem: Goirle País Países Baixos Holanda
Gêneros: Metal sinfônico 
Instrumentos: vocal

A artista tornou-se mundialmente conhecida por ter sido a vocalista e uma das compositoras, arranjadoras, orquestradoras e letristas da extinta banda de metal sinfonico neerlandesa After Forever  da qual foi integrante durante exatos 12 anos, de 1997 a 2009.

Formação musical

Floor Jansen iniciou seus estudos musicais em 1996  aos quinze anos de idade, frequentando aulas regulares de piano classico, flauta e guitarra elétrica - instrumentos musicais estes que a artista pratica até os dias de hoje, ainda que jamais os tenha tocado profissionalmente, seja em seus álbuns fonográficos, seja ao vivo, uma vez que, desde todo o sempre, vem se dedicando, através de sua carreira profissional, tanto à interpretação vocal quanto às composições musical e lírica.
As primeiras lições de canto lírico e composição musical aprendidas por Floor Jansen deram-se na prática, ao trabalhar ao lado do compositor, arranjador, orquestrador, cantor e instrumentista neerlandês Mark Jansen, fundador, antigo compositor, arranjador e orquestrador, e ex-guitarrista do After Forever. Quando entrou na banda, em 1997, Floor ainda era adolescente, contando apenas com dezesseis anos de idade.
No entanto, decidida a se elevar ao status de musicista profissional, em 1999, com dezoito anos de idade, Floor Jansen iniciou em seus estudos de canto, ingressando na Rockacadenime (uma espécie de conservatorio rock e de música pop), onde estudou canto popular (técnica e interpretação vocais), além de aprender tanto sobre indústria fonografica em música. Com duração de exatos cinco anos, o curso foi concluído em 2004 e, como o After Forever estava lançando seu quarto álbum de estúdio, a saber, Invisible Circles, justamente naquele ano, a então formanda apresentou, como trabalho de conclusão do curso, um bem-sucedido concerto musical de sua própria banda à bancada avaliadora. musical dos Países Baixos, mas direcionado especificamente a músicos de quanto sobre ensino e didática
Não obstante, em 2002, quando ainda estudava na Rockacademie, paralelamente passou a ter aulas regulares de canto lírico também em um conservatório vocal, em Tilburg, tendo, lá, estudado teatro musical e um ano de ópera.
Em 2003, Floor Jansen participou de um concurso para jovens talentos nos Países Baixos, concurso este que, tal como fazia anualmente, premiaria o vencedor com o acesso ao Music Theatre (um renomado conservatório musical neerlandês que, de um ingresso disputadíssimo, aceita tão-somente de 10 a 15 alunos por ano ao seu corpo discente): a candidata classificou-se em primeiro lugar no concurso, ingressando, pois, no Music Theater.
Seus estudos tanto de canto lírco quanto de popular junto ao conservatório vocal, à Rockacademie e ao Music Theater tornaram-na de todo apta à interpretação vocal de peças musicais tanto do repertório erudito quanto do popular, seja de metal ou rock, seja de quaisquer outros gêneros musicais.
A partir de então, continuou a estudar ainda mais, estudando através tanto de aulas regulares quanto de sorte autodidática. Mesmo hoje em dia, Floor Jansen ainda frequenta aulas de canto.

História profissional

Malgrado a juventude, no que concerne à idade cronológica, Floor Jansen já soma mais de uma década de carreira - a contar a partir de 1997, ano em que ingressou no After Forever.
E, ao longo desses 12 anos de carreira, Floor, solamente, ao lado de sua antiga banda ou através de participações especiais junto a projetos musicais outros, já lançou 22 álbuns fonográficos, já assinou, como autora ou co-autora, a partitura de dezenas de peças musicais, bem como suas respectivas letras, e já se apresentou em concertos em praticamente todos os continentes do globo - currículo profissional este que a elevou ao status de artista internacional, reconhecida e respeitada em nível mundial, tanto pela crítica especializada quanto pelo público, com legiões de fãs em todo o planeta.

Fase amadora (primeiras experiências)

Nascida em Goirle  (uma cidadezinha localizada no sul dos Paises Baixos, mais especificamente na provincia Brabante do Norte, com uma população de 22.000 habitantes), Floor Jansen pisou sobre um palco pela primeira vez em sua vida em 1995, aos 14 anos de idade, quando participou de uma montagem, produzida pela própria instituião de ensino em que estudava à época, de "Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat" (musical com partitura  e libreto  assinados respectivamente pelos britânicos  Andrew Lloyd Webber e Tim Rice). A então estreante, ainda enquanto artista amadora, interpretou o narrador  da trama. 
No ano seguinte, ainda durante seus tempos de colegial, quando a montagem do espetáculo já se havia encerrado, a então adolescente ingressou na banda musical daquele mesmo colégio, com a qual gravou um CD demo – sua primeira experiência de estúdio.
Não obstante, dentro de alguns poucos anos, Floor Jansen, que sempre fora aluna aplicada, viu-se, ainda que a contragosto, em meio a sua formatura colegial, e aquelas primeiras experiências musicais e artísticas ficaram, então, nada mais do que escritas nas páginas de seu passado.
Entre os 15 e 16 anos de idade, já formada no ciclo secundário, mas antes de ingressar tanto na  Rockcademie quanto naquela banda que um dia a elevaria ao status de artista internacional – a saber: o After Forever –, Floor Jansen, enquanto intérprete vocal, ainda cantou em um sem-número de bandas em sua terra-natal, nas quais, não obstante, não permaneceu por mais de um ano.

Floor Jansen e o After Forever

A carreira profissional de Floor Jansen e a história do After Forever, por vezes, ainda que parcialmente, se confundem - uma vez que foi justamente ao través da banda  de metal sinfônico neerlandesa que a artista, por um lado, apresentou a maior parte de seu próprio trabalho enquanto compositora, arranjadora, orquestradora, intérprete vocal e letrista, bem como, por outro, alcançou o sucesso internacional.
Floor Jansen ingressou na banda de metal sinfônico neerlandesa After Forever em 1997, com 16 anos de idade, quando o grupo musical ainda se chamava "Atmosphere" (segundo nome da banda, posterior ao primeiro, "Apocalypse", e antecessor ao terceiro e último e definitivo, "After Forever").
O fato é que, em 1997, o então "Atmosphere" - então uma banda de death metal cujo vocalista tratava-se do cantor extremo Ronnie e integrada, quanto ao line-up, por Mark Jansen e Sander Gommans (estes dois nas guitarras elétricas), além de também por Luuk van Gerven, Joep Beckers e Jack Driessen (respectivamente no contrabaixo elétrico, na bateria e nos teclados sintetizadores) - estava à procura de uma cantora do sexo feminino para assumir os microfones, como backing vocal.
Nesse sentido, naquele ano, de uma feita, Floor Jansen, por sua vez, apresentou-se em uma festa, cantando junto a uma antiga banda sua, e, após a coda, ao descer do palco, conheceu um amigo pessoal do então "Atmosphere", que, estando presente no evento e tendo assistido ao show, contou-lhe que o "Atmosphere" estava à procura de uma backing vocal. Foi então que, alguns dias após, tal amigo a apresentou pessoalmente a Mark e a Sander (a cantora tratou-se da primeira e única candidata ao cargo), os quais, já durante o primeiro ensaio-teste, ao ouvirem-lhe a voz e o cantar, trataram de contratá-la - não mais como vocal de apoio, mas, sim, como a vocalista feminina solista (para a função de Ronnie, que, assim sendo, viu-se obrigado a se demitir).
E, desde a sua contratação, a então ainda adolescente Floor Jansen sempre impôs-se de tal sorte, tanto como pessoa quanto como artista concomitantemente, que o então "Apocalypse" não somente foi rebatizado - passando a chamar-se enfim "After Forever" (por sugestão de Mark Jansen e em homenagem à canção homônima da banda inglesa Black Sabbath) -, mas, principalmente, sofreu uma total renovação estilística: olvidando, em seu próprio passado, o death metal de outrora - bem mais pesado e exclusivamente com vocais guturais - que o classificava genericamente até então, posicionou-se definitivamente enquanto uma banda de symphonic metal, de um som mais melódico e sinfônico e outrossim com um vocal lírico feminino como solista.

Em 1999, Floor Jansen, que então já assinara, como co-autora, em parceria com Mark Jansen e Sander Gommans, a partitura e a letra de um sem-número de peças musicais, grava, junto ao After Forever, suas duas primeiras e únicas demos - a saber: Ephemeral e Wings of Illusion.

Recebendo propostas de algumas gravadoras de seu país, o sexteto neerlandês, no ano seguinte, 2000, assina contrato com a Transmission Records (editora fonográfica esta que, posteriormente, responsabilizar-se-ia pela publicação de praticamente toda a discografia da banda, exclusive do último álbum, auto-intitulado), lançando seu primeiro álbum fonográfico, Prison of Desire.

Gravado no estúdio Excess, em Rotterdan, com produção de Hans Pieters e Dennis Leidelmeijer (produtores musicais que já haviam trabalhado anteriormente com Ayreon, Helloween e The Gathering), o debut, no que concerne à interpretação vocal das faixas de seu track-list, contou ainda com as participações da cantora conterrânea Sharon den Adel, vocalista do Within Temptation (que interpreta a canção "Beyond Me" através de um dueto vocal com Floor) e de um grupo coral (o "Coral After Forever", integrado pelo baixo Hans Cassa, pelo tenor Caspar De Jonge, pela contralto Yvonne Rooda e pela soprano Melissa 't Hart, e que, a revêzes, gravou no estúdio RS 29, com a produção musical de Oscar Holleman).

Malgrado tratar-se do álbum fonográfico de estréia do After Forever, Prison of Desire foi muito bem recebido pela crítica especializada holandesa e alcançou o topo das paradas de sucesso dos Países Baixos: por conseguinte, seus autores tornaram-se bem conhecidos em seu país-natal, onde apresentaram-se tanto em pequenos clubes quanto em grandes festivais.

Não obstante, foi em 2001, com a publicação de Decipher, segundo álbum de estúdio do grupo, que o After Forever e Floor Jansen, além de se firmarem definitivamente em seu próprio país, alcançaram reconhecimento em todo o mundo, tornando-se efetivamente uma banda internacional.

Aliás, a primeira apresentação ao vivo de Floor Jansen e do After Forever em um país estrangeiro deu-se ainda em 2001, mais especificamente em setembro daquele ano, algumas semanas antes do lançamento de Decipher, durante as gravações do álbum, quando excursionaram para o México, para serem headline de um pequeno festival de metal na Cidade do México - o evento "Dark Fest" - onde abriram para outras bandas (como Within Temptation, Lacrimas Profundere e Sanguis & Cinis) e tocaram para um público de aproximadamente 2.000 pessoas.

Gravado no estúdio RS29 Studio, em Waalwijk e produzido pelos produtores musicais Stephen van Haestregt e Oscar Holleman, Decipher contou com a participação especial, além de do "Coral After Forever" (novamente com Hans Cassa e Caspar De Jonge, mas, desta vez, com a contralto Marga OkhuizenEllen Bakker), também do tenor Rein Kolpa (que interpretou a peça musical "Imperfect Tenses", em um dueto vocal com Floor Jansen). Ademais, aliás como sempre ocorreria a partir de então, em todos os álbuns posteriores da discografia oficial do After Forever, tratou-se do primeiro álbum em que as linhas melódicas escritas para orquestra foram interpretadas por instrumentos musicais acústicos (ao contrário de em Prison of Desire, cujas orquestrações eram sintetizadas), através da "Orquestra After Forever". e a soprano

Um ano após, precisamente em 2 de Abril de 2002, Mark Jansen anuncia sua demissão, desligando-se profissionalmente de seus então colegas de trabalho, e Floor Jansen, a partir de então, assume a liderança do After Forever, responsabilizando-se pela maior parte das composições tanto musical quanto lírica, relativas respectivamente às partituras e às letras de todas as peças musicais do sexteto.

Já no ano seguinte, em 2003, Floor Jansen e o After Forever lançam, o EP Exordium, produzido pela mesma dupla de produtores musicais do debut e que novamente contou com as participações do "Coral After Forever" e da "Orquestra After Forever".

Um ano mais tarde, em 2004, Invisible Circles foi publicado, tendo sido produzido mais uma vez por Hans Pieters e Dennis Leidelmeijer, e contando com a participação especial da cantora estadunidense Amanda Somerville (cantora que, aliás, integraria o "Coral After Forever" em todos os álbuns de estúdio lançados posteriormente pela banda). Tratando-se de um álbum conceitual, tanto o conceito quanto todas as suas letras foram assinadas por Floor Jansen, além do que, Invisible Circles alcançou a posição N° 26º no Top 100 das paradas holandesas.

Em 2005, o sexteto lançou Remagine (produzido, desta feita, por Hans Pieters e pelo próprio tecladista do After Forever, Joost van den Broek), e, um biênio depois, em 2007, o último álbum de estúdio da discografia do After Forever foi lançado, a saber: After Forever. O álbum auto-intitulado, o primeiro a ser lançado pela Nuclear Blast Records e a ser produzido por Gordon Groothedde, contou, além de com as cantoras Doro Pesch e - como supracitado - Amanda Somerville, com a participação também da Orquestra Sinfônica de Praga, da República Tcheca.

Na discografia de Floor Jansen junto ao After Forever, constam, ainda, oito compactos e um DVD, em um total de dezessete álbuns lançados em um intervalo de tempo de nove anos (uma média de praticamente dois álbuns inéditos por ano).

Em 5 de Fevereiro de 2009, não obstante, o After Forever, após 14 anos de atividades - a contar a partir de 1995, ano de sua fundação -, emitiu uma nota oficial, veiculada em todas as suas páginas eletrônicas oficiais (a saber, por exemplo: o web-site, o MySpace, etc.), anunciando o fim da banda. No comunicado, os seis integrantes, afora agradecerem aos fãs pelo apoio que lhes fora dedicado ao longo de toda a sua carreira, alegaram que a pausa ocorrida durante o ano de 2008 e os princípios de 2009 fê-los sentirem a necessidade de explorar o mundo da música cada um a seu próprio modo.

Em entrevista concedida ao site brasileiro "Solada" [1]


, disponibilizada parcialmente também no sítio conterrâneo "Wiplash" [2]


em 11 de Fevereiro de 2009, o compositor, arranjador, orquestrador, cantor extremo, instrumentista e letrista natural dos Países Baixos Mark Jansen (um dos fundadores do After Forever e que trabalhou por cerca de meia década, de 1997 a 2002, ao lado da compositora, arranjadora, orquestradora, cantora lírica e popular, letrista, e professora de técnica e interpretação vocais Floor Jansen), pronunciando-se sobre o fim do After Forever, quando perguntado sobre o fator fundamental para o sucesso da banda de symphonic metal neerlandesa, comentou:


   

(…) o fator principal para o sucesso da banda foi o incrível talento de Floor combinado a riffs potentes e melodias cativantes.[1][2]
   


Participações especiais em outros projetos

Desde o ano 2000, paralelamente a seu trabalho com o After Forever, Floor Jansen já participou, como cantora convidada, de exatos cinco projetos do compositor e multi-instrumentista neerlandês Arjen Anthony Lucassen, a saber:

    * Interpretou vocalmente uma canção no álbum Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer, do projeto Ayreon, lançado em 2000 (em um dueto ao lado do cantor e multi-instrumentista John Edlund, vocalista, guitarrista e tecladista da banda de heavy metal sueca Tiamat);
    * Empreendeu uma série de contribuições para o álbum fonográfico Space Metal, do projeto Star One, lançado em 2002;
    * Participou de Live On Earth, álbum ao vivo do projeto Star One, lançado em 2003;
    * Interpretou a personagem "Ω", no álbum 01011001, do projeto Ayreon, lançado em 2008;
    * E interpretou a canção "Ride the Comet" no EP Elected, do projeto Ayreon, lançado em 2008.

Ademais, emprestou sua voz a uma das versões da canção "Celebrate", a terceira das cinco faixas do EP "Celebrate - The Night of the Warlock", da cantora alemã Doro Pesch (ex-vocalista da banda de heavy metal alemã Warlock), lançado em 31 de Outubro de 2008 na Alemanha e em 3 de Novembro desse mesmo ano em outros países europeus. Nessa faixa, quanto interpretação vocal, Floor Jansen canta ao lado, afora da própria Doro Pesch, outrossim de outras cantoras convidadas, a saber: a cantora norueguesa Liv Kristine (ex-vocalista do Theatre of Tragedy, atualmente como vocalista do Leaves' Eyes e em carreira solo), as cantoras alemãs Angela Gossow (vocalista do Arch Enemy) e Sabina Classen (vocalista do Holy Moses), a cantora Veronica Freeman (Benedictum) e as integrantes do grupo musical Girlschool.
Professora

Paralelamente à sua carreira profissional como compositora, letrista e intérprete vocal, Floor Jansen é outrossim professora de canto lírico e popular, ministrando, nos Países Baixos, aulas individuais e coletivas, cursos, palestras e workshops sobre técnica e interpretação vocais.

Sua dedicação ao ensino iniciou-se ainda em 2003, antes mesmo de se graduar pela Rock Academy, quando, paralelamente a seu trabalho junto ao After Forever e a seus estudos musicais junto tanto à Rock Academy quanto ao conservatório vocal, em Tilburg, também passou a ministrar aulas particulares individuais e coletivas, cursos, palestras e workshops sobre técnica e interpretação vocais, além de sobre composição musical e redação de letras de música.

Um de seus cursos chamou-se "Wanna be a Star?" ("Quer ser uma Estrela?!", consoante a tradução lusófona).

Atualmente, Floor Jansen, enquanto professora particular de canto, leciona para alunos naturais ou residentes não só nos Países Baixos, mas outrossim àqueles oriundos de regiões geográficas tanto da Bélgica quanto da Alemanha próximas às fronteiras territoriais neerlandesas.

Enfim, integra o corpo docente da Rock Academy, como professora de canto, ministrando cursos coletivos de técnica e interpretação vocais para turmas específicas formadas periodicamente pelo conservatório musical.
Projetos atuais e futuros

Segundo sua página pessoal na rede de relacionamentos MySpace, Floor Jansen está encabeçando um novo projeto musical, ainda sem nome e em fase de composição tanto musical quanto lírica. No que concerne especificamente à composição musical e à futura gravação de um álbum fonográfico, Floor está firmando parceria com o musicista e produtor musical alemão Waldemar Sorychta (guitarrista do Grip Inc. e do Eyes of Eden e fundador do Enemy of the Sun, em cujo currículo profissional ainda consta a produção musical de álbuns fonográficos de um sem-número de bandas, a saber, por exemplo: Tiamat, Samael, Moonspell, Therion e Lacuna Coil) e com o compositor, arranjador, orquestrador e instrumentista Joost van den Broektecladista do After Forever). Quanto ao elenco do projeto, a artista neerlandesainterpretação musical durante os shows e tournées. (conterrâneo seu e ex- planeja contratar outros musicistas para a

Ademais, Floor Jansen, desde seus tempos de After Forever, vem trabalhando paralelamente em um outro projeto próprio, Sinh, em parceria com o músico norueguês Jørn Viggo Lofstad (guitarrista da banda de progressive power metal Pagan's Mind). Ainda não há previsão de lançamento para o primeiro álbum fonográfico do projeto.

Um dos sonhos de Floor Jansen é atuar em um musical de teatro.

ReVamp

ReVamp é a nova banda da Floor Jansen. Após o fim do After Forever, a cantora Floor Jansen anunciou em seu MySpace que já estava empenhada em montar uma banda e apresentar material aos fãs o mais rápido possível. Em entrevista, Floor disse que revelaria o nome de sua banda após a edição do Metal Female Voices Festival que ocorreu em 2009 – dia 17 de outubro, no qual ela fez uma participação especial no concerto do Epica, cantando junto com Simone na canção “Follow in the cry”. De fato, poucas horas após o concerto, Floor revelou o nome de sua nova banda: Revamp (em inglês, significa “Renovar”).[3]

Floor passou a procurar músicos para sua nova banda, até conhecer o famoso produtor Waldemar sorychta, quando ele estava produzindo um álbum do Grip Inc, banda cujo os integrantes também são amigos de Floor. No sítio oficial da banda, Floor disse que sentiu honrada em ter Waldemar como parte de seu projeto, devido à sua imensa experiência dentro do gênero. Em seguida, Floor chamou Joost van den Broek para a sua banda. Amigos de longa data, Floor afirmou em seu site oficial que considera Joost um tecladista único e que seu talento era indispensável para o primeiro álbum do ReVamp.

Dia 26 de Outubro, Floor postou no YouTube um vídeo com cantoras famosas do meio metal lhe desejando sorte: Simone Simons (Epica), Liv Kristine (Leaves' Eyes), Doro Pesch e Tarja Turunen (ex-Nightwish). A ideia fez tanto sucesso que, dia 30 de Novembro, Floor postou mais um vídeo com outros artistas lhe desejando boa sorte. Desta vez, os escolhidos foram Charlotte Wessels (Delain), Marco Hietala (Nightwish) e Anneke van Giersbergen (Agua de Annique). Este vídeo foi bem mais assistido.

Contudo, Floor deu a entender que Waldemar e Joost tocariam apenas no estúdio, pois no inicio de Novembro anunciou que estava procurando integrantes para sua banda: guitarrista, tecladista, baterista e baixista. Segundo Floor, para poder mandar material, o musico devia morar na Holanda, Bélgica ou Alemanha, compreender a posição de uma banda iniciante, ter seus próprios instrumentos e, além de tudo, ser homem – fator esse que despertou indignação de muitos fãs, pois argumentam que o sexo de um indivíduo não mede o seu talento.[3]

No começo de Novembro, iniciou-se um movimento para trazer o ReVamp para a América Latina, sendo criado pelos fãs perfis no myspace e facebook e criando uma petição num site para coisas do tipo, o Petitionline.com. Floor gostou tanto que agradeceu o movimento em português no seu Twitter:


   

Thank you for supporting me and ReVamp on twitter like this!!! Or should I say obrigada?:-)
   



Nota-se que mesmo sem lançar uma única música, Floor conseguiu fazer com que a banda já ganha-se notoriedade em certo espaço no meio metal, devido ao apoio de todos os músicos que ela conseguiu com o tempo. A banda só veio a mostrar um material mesmo em dezembro: pouco antes do natal, Floor postou no site oficial da banda um sample de uma das canções que já estão prontas, Head Up High.[3]

Dia 3 de Janeiro, Floor revelou o nome do baterista da banda: Koen Herfst, um holandês de 26 anos quew já trabalhou junto com Epica e After Forever. Nesse mesmo dia, Floor anunciou que as gravações do álbum já haviam começado e que ele seria lançado o mais tardar em Maio de 2010. No dia 6 desse mesmo mês, o baterista koen já revelou em seu Twitter que 11 faixas já estavam terminadas e que muito provavelmente o primeiro álbum do Revamp já estaria terminado antes de Janeiro, ainda que ele só vá ser lançado em Maio.

Dia 20 de Janeiro, foi postado no site oficial da banda a data do primeiro show do grupo: ele ocorrerá em Amersfoort - a segunda maior cidade da Holanda - dia 07 de Maio de 2010. No site, também há outras datas anunciadas de shows, a grande maioria deles ocorrerá na Holanda mesmo, nos meses de Maio e Junho. Floor também já confirmou a presença do Revamp no Metal Female Voices Festival, um festival que ocorre todos os anos na Belgica e só participam bandas de metal com vocais femininos. A banda fará dois shows, nos dias 23 e 24 de outubro.”).[3]

A banda é formada por Floor Jansen como vocalista, Waldemar Sorychta como guitarrista e produtor geral, Joost van den Broek como tecladista e Koen Herfst como baterista.
Perfil
Voz (tessitura e interpretação vocais)

Uma das marcas registradas de Floor Jansen, no que se refere à interpretação musical, são seus agudos. Sua voz, cuja tessitura é de sopano lírico-leggero (timbre feminino intermediário entre o leggero e o lírico) (embora alguns críticos musicais, erradamente, já a tenham classificado como mezzo-soprano), somada à técnica adquirida ao longo dos anos e anos de estudo, permite-lhe alcançar registros bem altos no que concerne à altura das notas. Além disso, se, por um lado, os registros centrais são mais suaves e arredondados, por outro, seus agudos são brilhantes e de forte intensidade.

Ademais, quanto à sustentação das notas musicais, Floor Jansen tem, outrossim, uma educada técnica vocal de "appoggio" (ou "apoio", em português) – relativa ao equilíbrio entre o controle da respiração e a ressonância da voz. Nesse sentido, por exemplo, na canção "Monolith of Doubt" (segunda faixa do segundo álbum de estúdio do After Forever, "Decipher", de 2001), peça musical de compasso quaternário simplesandamento "vivace" (mais especificamente a 160 b.p.m.), a cantora sustenta um Bb5 (si bemol na quinta oitava) com valor de 5 semibreves e meia (cerca de 10 segundos de duração), do 98° compasso ao segundo tempo do 104° compasso. (4/4) e de

Enfim, sua voz é bastante versátil, variando com naturalidade entre as empostações lírica e popular.

Aliás, nos dois primeiros álbuns de estúdio do After Forever (a saber: "Prison of Desire" e "Decipher", respectivamente de 2000 e 2001), Floor Jansen colocava sua voz valendo-se máxime da técnica vocal do canto lírico, ainda que eventualmente cantasse algumas passagens vocais de sorte mais popular, é dizer, com maiores naturalidade, brandura e simplicidade. Não obstante, a partir de "Exordium" (EP de 2003), progressiva e paulatinamente, a cantora, ao mesmo tempo em que conservasse a empostação lírica (mormente na interpretação vocal dos estribilhos), principiou-se, em detrimento da suavidade de outrora, por rasgar, ainda que de leve, um tanto mais a voz (neste caso, nos versos musicais, ou melhor, nos excertos não relativos ao refrão), explorando melhormente as diversas sortes de empostação e interpretações vocais, bem como agregando maior agressividade às linhas melódicas escritas para a voz feminina solista e, por extensão, às próprias canções.

Não obstante, Floor Jansen, na interpretação das peças musicais do After Forever, não explorava a totalidade de seus registros vocais.
Compositora, arranjadora e orquestradora

Além de intérprete cantora e instrumentista, Floor Jansen também é compositora, arranjadora e orquestradora, já tendo assinado a partitura de dezenas de peças musicais originais, lançadas, no caso das já publicadas, junto à discografia do After Forever.

Nos dois primeiros álbuns de estúdio do After Forever - Prison of Desire e Decipher, respectivamente de 2000 e 2001 -, foi co-autora de praticamente todas as peças musicais publicadas até então, em parceria com Mark Jansen, mormente no que concerne às linhas melódicas vocais; não obstante, quando da saída do músico, em 2002, e a partir do terceiro álbum - o EP "Exordium", de 2003 -, ela se tornou a compositora oficial de todas as músicas da banda.
Letrista

Além de musicista compositora e intérprete, Floor Jansen também é letrista, já tendo assinado, como autora ou co-autora, a letra de dezenas de peças musicais originais, lançadas, no caso das já publicadas, junto à discografia do After Forever.

Nos dois primeiros álbuns de estúdio do After Forever - Prison of Desire e Decipher, respectivamente de 2000 e 2001 -, foi co-autora de praticamente todas as letras das músicas de ambos, em parceria com Mark Jansen; não obstante, quando da saída do músico, em 2002, e a partir do terceiro álbum - o EP "Exordium", de 2003 -, ela se tornou a letrista oficial de todas as músicas da banda.

Seus textos, no que concerne ao idioma, são escritos geralmente em inglês, ainda que eventualmente em latimaberturas), escritos em linguagem culta, conquanto acessível. Adotando estilisticamente, quanto ao posicionamento, um tom mais sério, sóbrio e digno, tratam, no que se refere ao conteúdo e à temática, de temas contemporâneos, relativos ao homem moderno e à sociedade atual, a saber, por exemplo: filosofia existencialista, ética, paz, mazelas sociais, o papel da mulher na sociedade, relações humanas, etc. Não obstante, expressam, de forma nítida, uma defesa incondicional dos valores morais universais. (aqui, no caso das

Como exemplo, é possível citar duas de suas letras, contidas no álbum Decipher, a saber: "Forlorn Hope" e "My Pledge of Allegiance", assinadas em parceria com Mark Jansen. A primeira, assuntando os conflitos entre judeus e palestinos no Oriente Médio, trata-se de um grande apelo de paz, inclusive citando parte de um discurso histórico do ex-primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin, assassinado em 1995 por um judeu ortodoxo. Quanto à segunda, usando, como motivo literário, a figura de uma mulher muçulmana oprimida pela figura do marido (que, por sua vez, simboliza a sociedade patriarcal e machista em que vive), trata do papel da própria mulher na sociedade moderna e em nossos tempos.

Ademais, Floor Jansen criou o conceito e assinou todo o texto lírico do terceiro álbum de estúdio do After Forever, Invisible Circles (álbum conceitual lançado em 2004 e em cujo track-list há exatas 12 faixas, tratando das relações interpessoais entre pais e filhos na sociedade familiar).

Enfim, a relação entre o texto e os recursos musicológicos trata-se de uma preocupação nítida nas criações de Floor Jansen.
Vida pessoal e curiosidades

Malgrado o mesmo sobrenome, Floor Jansen e Mark Jansen não são irmãos, sequer parentes, definitivamente (sendo, o sobrenome "Jansen", sobremaneira comum nos Países Baixos).

Floor Jansen tem uma irmã caçula, chamada Irene Jansen, também cantora, ex-vocalista da extinta banda Karma e em cuja biografia profissional constam participações, como cantora convidada, em dois projetos do compositor e multi-instrumentista neerlandês Arjen Anthony Lucassen, a saber: o álbum The Human Equation, do projeto Ayreon, onde interpreta "Passion"; e o projeto Star One (aqui, ao lado de Floor). Irene também foi convidada a participar da banda de metal Nightmare.

Floor Jansen foi namorada do compositor, cantor e instrumentista holandês Sander Gommans, seu antigo parceiro de banda, um dos fundadores, compositores, vocalistas extremos e guitarristas do After Forever. Os dois começaram a se relacionar pouco antes das gravações de Prison of Desire, mas o relacionamento amoroso chegou ao fim em 2007. Carinhosamente, ela o chamava de "Popje", e ele a chamava de "Poppedijn".

É amiga pessoal da cantora lírica e instrumentista Simone Simons (conterrânea sua, vocalista da banda neerlandesa Epica), além de manter um relacionamento bastante amistoso com outras musicistas de metal sinfônico internacionais, a saber, por exemplo, a compositora, cantora lírica, multi-instrumentista e professora de canto lírico finlandesa Tarja Turunen (ex-vocalista da banda de metal sinfônico finlandesa Nightwish, hoje em carreira solo) e a cantora lírica e professora de canto lírico norueguesa Vibeke Stene (ex-vocalista da banda de metal sinfônico norueguesa Tristania, atualmente se dedicando ao ensino em música). Os laços de amizade com o compositor, arranjador, orquestrador, cantor e instrumentista Mark Jansen (fundador e ex-integrante do After Forever, também fundador do Épica, onde trabalha como compositor, arranjador, orquestrador, vocalista extremo e guitarrista) também perduram até hoje - uma vez que este último deixou sua primeira banda de sorte o mais possível amigável, por razões estritamente profissionais, em nada pessoais (de tal sorte que, em 26 de Dezembro de 2007, Floor Jansen e Mark Jansen, ao lado também de Simone Simons, subiram juntos ao mesmo palco e interpretaram a canção "Beyond Me").

Floor tem 1,84 m de altura (sendo considerada uma mulher alta, mesmo para os padrões holandeses). Não obstante, em seus concertos, sempre usa salto-alto, o que eleva ainda mais a sua estatura.

Quanto a seus hobbies, Floor, durante o tempo livre, costuma dedicar-se à prática da equitação.

Floor, há tempos, mudou-se de sua cidade-natal, Goirle, estabelecendo residência, hoje em dia, na província neerlandesa de Limburgo, geograficamente localizada no sudeste dos Países Baixos e cuja capital é Maastricht (não confundir seja com a província homônima belga, seja com a cidade alemã de Limburg an der Lahn). A região tem posição estratégica no mapa, na medida em que, limitando-se, a sul e parte do oeste, com a Bélgica e, a leste, com a Alemanha, reduz significativamente as despesas logísticas relativas ao transporte pela artista, que, de sorte regular, leciona em ambos os dois países vizinhos e excursiona em turnêsEuropa Ocidental. outrossim pela

Atualmente, Floor Jansen continua se dedicando a suas aulas de canto, bem como ensinando a si própria, além de tomando conta de suas responsabilidades.
Discografia
After Forever

    * Ephemeral (Demo) (1999)
    * Wings of Illusion (Demo) (1999)
    * Prison of Desire (2000)
    * Follow in the Cry/Silence from Afar (Single) (2000)
    * Decipher (2001)
    * Emphasis/Who Wants to Live Forever (Single) (2002)
    * Monolith of Doubt (Single) (2002)
    * Exordium (EP) (2003)
    * My Choice/The Evil That Men Do (Single) (2003)
    * Invisible Circles (2004)
    * Digital Deceit (Single) (2004)
    * Remagine (2005)
    * Being Everyone (Single) (2005)
    * Two Sides/Boundaries Are Open (Single) (2006)
    * Mea Culpa (Coletânea) (2006)
    * After Forever (2007)
    * Energize Me (Single) (2007)
    * Equally Destructive (DVD-Single) (2007)

Participações especiais em outros projetos
[Ayreon

    * Ayreon - Universal Migrator Part 1: The Dream Sequencer (2000)
    * Ayreon - 01011001 (2008)
    * Ayreon - Elected (EP) (2008)

Star One

    * Star One - Space Metal (2002)
    * Star One - Live on Earth (Ao Vivo) (2003)

Doro Pesch

    * Celebrate: The Night of the Warlock (2008)

Participações ao vivo

    * Delain: Floor cantou A Day For Ghosts junto com a vocalista Charlotte Wessels num show realizado em Zwolle, dia 31 de Outubro de 2009.
    * Epica: Floor cantou Follow In The Cry junto com a vocalista Simone Simons no Metal Felame Voices Festival 2009.