segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Atemporal


Não vim ao mundo para mostrar quem sou
Mas mostro à você quem posso ser
Posso ser seu sonho?
Venha, não demora que a porta está entreaberta
E você passa por ela
Desliza os dedos na maçaneta
Tateia a parede
Ouço sua respiração de medo

Confusa, vai embora
Outrora tinhas força para entrar
Mas, agora, namoras
E a razão te tomou
E o coração?
Esse perdeu mais uma luta

De quem é a culpa?
Nem minha, nem sua
O tempo é o vilão
Ele com a razão lhe tirou as mãos
Da porta que trazia o amor para minha vida

Por Tiago Dotto (Goticus Eternus)

domingo, 5 de dezembro de 2010

DESENTENDER A LÁGRIMA, insiste...

 Eu te dei tudo o que tinha,
caminhei pelo caminho junto contigo, me esforcei pra que estivesse ao meu lado.
Enfrentei os mais profundos desafios contigo.
Nas sombras me encontrava,
quando tu estendestes a mão para mim.
Eu sei!
Que essa sombra que me envolve é mais forte que a morte. Porém sua mão se estendeu, e me levou de volta.
Eu estava na luz, mas me sentia só,
simplesmente porque a luz queimava meu coração.
Simplemente porque a luz ofuscava meus olhos.
E me cegava.
Andei no meio da dor, caminhei só,
e estive aqui perdido todo esse tempo
cego pela luz.

Por quê esse silêncio cai sobre minha alma.

E aqui nas sombras continuo mesmo na luz?
Eu conheço a luz que vem da porta,
a vida morta, que sorri falsamente diante da dor.
Eu conheço o silêncio que se dispersa
a fatia inversa do corte profundo.
Meu silêncio é a lágrima perdida,

a lágrima que ainda
insiste...
insiste...
insiste...
 

Estive aqui todo esse tempo.
Procurando que minha presença fosse notada
Andando pelo caminho e gritando por alguém

Eu, que sou o silêncio da vida

A dor que ainda
Insiste em doer
O ócio, o pensamento profundo

Que nunca mudará o mundo
Mas que insiste...
insiste...
insiste...

Minha canção começa falando de amor

E termina em morte
Meu final feliz se perde
E meu olhar esperançoso se torna uma lágrima só

A lágrima que cai

A esvair-se na lama
A lágrima a lâmina
Que corta sem piedade em dor

Nesse mundo, nunca serei notado

Não importa o que faça eu estarei sempre em silêncio
Todo meu esforço
Jogado
No lixo esvaído
E as lágrimas...

A lágrima que antes era

Agora é loucura
Eu aqui permaneço
Tentando me controlar
Pelo vento, sinto a sombra que me envolve
Tento recuperar-me mais um pouco
insisto...
insisto...

Eu te dei tudo o que tinha

Me esforçei pra falar as palavras certas enquanto estive próximo
Tentei segurar a angústia
Mas não consegui
Ah!

Cristal da lâmina da alma que se estraçalha no chão
A tua calma
Se perde em loucura
Ah!
Silêncio que grita nos meus ouvidos.
Enquanto a morte me espera.
Ah!

Lâmina que corta a alma
A tual calma
Se perde em loucura
Meu silêncio se desperta.
Minha vida se vai.

Nunca imaginei que as sombras em que mergulhei

Poderiam ser mais profundas.
Nunca pude perceber.
Que a morte poderia ser pior ainda


Ah!
Ainda ...
insisto...
insisto..
insisto...

Por quanto tempo ainda vou conseguir insistir.

Eu ouço o silêncio e o vento
A paz e o lamento
Sinto a dor como nunca senti antes
Tanto que nem mais temo a morte.
Mas não levará minha alma, minha paz e minha vida.
 

Ah!
lâmina encrustada na alma
O desespero sem perdão imerso na dor
O silêncio disperso e sem amor
Vivendo da chave da angústia
Por quê esse silêncio aqui agora

Ainda se demora?
ainda...
ainda...
ainda...

Por Tiago Dotto (Goticus Eternus)

The Cure: disco ao vivo é relançado em LP duplo

THE CURE lançará na próxima segunda-feira uma nova versão de “Entreat”, disco ao vivo dos caras lançado originalmente em 1990 de um show gravado em 1989 composto totalmente de músicas retiradas do álbum “Disintegration”, de 1989.
A nova edição sairá em um belíssimo LP duplo com esse “splash” colorido da foto aí de cima e conta com a seguinte tracklist:
Lado 1
Plainsong / Pictures Of You / Closedown
Lado 2
Lovesong / Last Dance / Lullaby / Fascination Street
Lado 3
Prayers For Rain / The Same Deep Water As You
Lado 4
Disintegration / Homesick / Untitled
Em outra notícia relacionada, boatos dão conta de que a banda pode desembarcar em terras brasileiras em 2011.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Battlelore: detalhes sobre o novo álbum da banda


site oficial:  www.battlelore.net/
A banda finlandesa BATTLELORE soltou a seguinte nota:
O BATTLELORE finalizou o trabalho de seu sexto álbum chamado “Domblound”. O álbum consiste de 11 músicas, uma das quais é instrumental. Esse é o primeiro trabalho conceitual do BATTLELORE – todas as letras contam a história do trágico herói de J.R.R. Tolkien, Túrin Turambar e seu povo. Uma das músicas é cantada completamente em finlandês em reconhecimento à bela terra natal do BATTLELORE, a Finlândia e Kalevala, a épica nacional finlandesa. As músicas em si estão mais dinâmicas, atmosféricas e épicas do que antes – prepare para a definitiva experiência musical e a jornada ao longo da vida através dos olhos de um herói derrotado.
Como nos álbuns anteriores do BATTLELORE, haverá uma edição normal do álbum e uma edição especial limitada digipak incluindo material raro. Dessa vez o material extra é mais especial do que nunca – como agradecimento a todos os fãs e seguidores do BATTLELORE por seus enorme apoio pelos últimos 10 anos, a banda compilou um DVD bônus de seu material pessoal. O DVD bônus “The 10 Years Of Battlelore” inclui material de dois shows ao vivo, dois vídeos de turnês, uma enorme galeria de fotos e todos os clipes do BATTLELORE.
A banda comenta: “Esse é um tipo de material nosso que nunca vimos antes. Queríamos que nossos fãs vissem o quanto seu apoio significa para nós e como é realmente ser parte da família BATTLELORE. Aproveitem!

Track list do CD “Doombound”

'Bloodstained'
'Iron Of Death'
'Bow And Helm'
'Enchanted'
'Kärmessurma'
'Olden Gods'
'Fate Of The Betrayed'
'Men As Wolves'
'Last of the Lords'
'Doombound'
'Kielo' (instrumental)
As datas de lançamento do álbum são:
Europa - 28 de Janeiro
América do Norte - 8 de fevereiro





quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Apocalyptica: vídeo de "End Of Me" em versão acústica

 O grupo finlandês APOCALYPTICA postou um vídeo acústico da música "End Of Me" gravada dia 24 desse mês no "Hard Rock Café" em Berlin, Alemanha. A banda também anunciou as datas remarcadas dos shows de novembro/dezembro anteriormente cancelados devido a problemas de saúde de Perttu Kivilaakso.
Confira "End Of Me" no vídeo abaixo.
 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Yin Yang (simbologia part. 8)


"Yin-yang talvez seja o conceito chinês mais amplamente difundido no Ocidente; é também aquele a respeito do qual se cometem mais equívocos, mesmo entre os próprios chineses.

Muitos eruditos, por exemplo, transmitem a impressão de que yin e o yang, que representam os princípios positivo e negativo, masculino e feminino, sejam duas forças primordiais que controlam o universo, ou os dois componentes fundamentais a partir dos quais todo o cosmo é constituído. Essa interpretação é bastante errónea, apesar da popularidade que esse mesmo conceito goza, entre figuras de respeito.

Yin e yang, por si só, não são nem forças nem componentes; são, na verdade, símbolos e podem ter significados diferentes em contextos diferentes. Assim, algumas vezes eles podem simbolizar forças ou componentes, sejam cósmicos ou de outra natureza, mas nem sempre o fazem.

Ainda que as suas manifestações sejam com frequência bastante profundas, na sua forma mais simples o conceito de yin e yang está relacionado sempre a dois aspectos que, embora sejam opostos, são também complementares em relação a tudo o que existe no universo, seja um simples objecto, processo ou uma ideia. Por exemplo, se caminhamos olhando para o céu, que está acima de nós, “céu” e “acima” tornam-se significativos apenas quando relacionamos esses dois termos aos seus simétricos “terra” e “abaixo”. Normalmente, fazemos essa relação sem ter consciência disso, já que esses termos são tão familiares a nós; contudo, mesmo inconscientemente, nós a fazemos. Em outras palavras: “céu” e “acima” e “terra” e “abaixo” são dois pares cujos os elementos se opõem, ainda que se complementem, e cada um deles dá sentido ao outro. Se não pudéssemos definir conceptualmente os termos “abaixo” e “terra”, também não seria possível definir “acima” e “céu”, e vice-versa. Se estivéssemos bem longe – no espaço sideral talvez -, “abaixo” e “terra” ou “acima” e “céu” não teriam significado. Um desses dois aspectos é denominado yin, e o outro é denominado Yang. De acordo com esse exemplo, “acima” e “céu” referem-se, por convenção, ao yang, enquanto “abaixo” e “terra” referem-se ao yin.
Observemos, então, o próprio céu, que é yang quando comparado à terra. Se estiver nublado e relativamente escuro, poderemos nos referir a ele como sendo yin em relação às outras vezes em que esteve claro e ensolarado. No entanto, se compararmos esse mesmo céu nublado com o aspecto que teria durante a noite, então ele é yang, pois será sempre mais claro do que o céu nocturno, mesmo que pareça escuro em contraste com um dia ensolarado. Portanto, podemos perceber que yin e yang, em suas manifestações escura e clara, são relativos, além de complementares.

Yin e yang são dois aspectos de uma unidade ou holismo. Essa unidade geralmente é representada por um diagrama conhecido como o símbolo de Tai Chi.
Tai Chi é geralmente traduzido por cosmo. Ao observarmos o símbolo, percebemos que ele é perfeitamente simétrico de todos os pontos de vista. Ele simboliza magistralmente aqueles aspectos complementares, embora opostos, do yin-yang. Percebemos também que o yin começa precisamente onde o yang atinge o seu máximo, e vice-versa.

Os conceitos de yin e yang e do símbolo do Tai Chi são utilizados em muitas outras disciplinas além das artes marciais. São particularmente significativos na medicina, na alquimia, na astrologia, na geomancia e na filosofia taoista. Na medicina chinesa, por exemplo, frequentemente se diz que a harmonia yin-yang é essencial para a saúde. Como uma fórmula matemática, ele é um princípio conciso, embora grandioso, que pode se manifestar em inúmeras situações na saúde individual e na medicina. O símbolo do Tai Chi é o motivo mais recorrente nas ilustrações taoistas, simbolizando, entre outras coisas, o físico e o espiritual da filosofia taoista.

sábado, 27 de novembro de 2010

Misere Mortem - Mortemia

Novo projeto do Morten Veland 
cérebro por trás da melhor fase da carreira do Tristania – e também do Sirenia -, o Mortemia chega ao mercado com "Misere Mortem", seu primeiro disco. Composto, arranjado, produzido e totalmente tocado por Veland, o álbum é um trabalho carregado de elementos góticos, denso e soturno, um disco diferente e, provavelmente, único naquilo que se propõe.
Faixas:
1 The One I Once Was
2 The Pain Infernal and the Fall Eternal
3 The Eye of the Storm
4 The Malice of Life's Cruel Ways
5 The Wheel of Fire
6 The Chains That Wield My Mind
7 The New Desire
8 The Vile Bringer of Self Destructive Thoughts
9 The Candle at the Tunnel's End

O álbum pode ser dividido em duas partes distintas. As primeiras quatro faixas são mais elaboradas e gradiloquentes, e nelas a guitarra divide o protagonismo com o teclado, sem perder uma única grama de peso.
“The One I Once Was” abre o disco com orquestrações e coros gregorianos, e soa como se monges beneditinos resolvessem cantar heavy metal. Os vocais guturais de Morten se contrapõe a esses mesmos coros em “The Pain Infernal and the Fall Eternal”, enquanto “The Eye of the Storm”,
a melhor do álbum, lembra bastante o Dimmu Borgir  dos trabalhos mais recentes e conta com ótimos vocais e bons solos de guitarra.
A partir da quinta faixa o disco fica mais direto, com composições ligeiramente mais simples que as anteriores. “The Wheel of Fire” é a mais agressiva do álbum, enquanto “The Chains That Wield My Mind” possui solos e melodias de guitarra muito interessantes. As composições vão nessa linha, inserindo inclusive tímidas características de metal tradicional em algumas passagens. O trabalho encerra com “The Candle at the Tunnel´s End”, com vocais pertubardores e cheios de efeito.
Uma curiosidade: assim com "In Sorte Diaboli", lançado pelo Dimmu Borgir em 2007, todas as faixas de "Misere Mortem" começam com “the”.
"Misere Mortem" é um bom disco, um CD muito interessante repleto de composições que esbanjam bom gosto, uma obra bastante pessoal de um dos mais influentes músicos e compositores do metal contemporâneo.
Se você acha que a união do heavy metal com o gótico não funciona sem a presença de vocais femininos, ouça e reveja seus conceitos.