domingo, 2 de janeiro de 2011

Wicked Symphony & Angel of Babylon - Avantasia



O menino prodígio do heavy metal realmente não pára. Tudo bem, podem dizer que Tobias Sammet, vocalista e compositor do EDGUY, criou o projeto paralelo AVANTASIA de maneira despretensiosa, apenas para trabalhar ao lado de seus grandes heróis musicais. Se ele o fez, parabéns, pois o fez de maneira brilhante, dando uma verdadeira sacudida no combalido mundinho do metal melódico/power metal com as duas partes de sua “Metal Opera”. Com o terceiro disco, “The Scarecrow”, Tobias manteve a potente máquina de hits ligada, mas, desta vez, apontando em uma direção mais hard rock, o que enfureceu parte de seus admiradores. Sinceramente, Tobias não parecia estar ligando – e está certíssimo, aliás.
Site ofcial: www.tobiassammet.com/
Seja fazendo hard rock ou heavy metal - queira dar você o nome que bem entender -, o sujeito já provou que faz bem, transformando tanto baladas, quanto porradas, em canções que você não consegue parar de cantar junto. Os recém-lançados “The Wicked Symphony” e “Angel of Babylon” – respectivamente as partes 2 e 3 da história iniciada em “The Scarecrow” -, seguem a mesma trilha de qualidade do anterior. A pegada ainda é mais hard, mas digamos que Mr. Sammet revisita a fúria de aspiração power de algumas faixas dos “Metal Opera”, só para mostrar que continua com a mão afiada.
Em tempo: optei por escrever sobre os dois discos justamente porque, apesar de terem sido lançados como obras distintas, e funcionarem muito bem desta forma, eles se encaixam e complementam de tal maneira que, no final, a experiência se torna mais rica quando se ouve os dois na sequência. Em termos de história, novamente ponto para o autor, ele evitou o tom excessivamente didático dos dois “Metal Opera”, que traziam a descrição quase cronológica da trama nos encartes, relacionando-as com as canções. Não tem necessidade. Aqui, você só precisa saber que Tobias nos apresenta sua versão pessoal para o “Fausto”, de Goethe, com um músico que desaba em seu próprio inferno pessoal por conta de um grande amor. Isso já basta. O resto você conclui sozinho, ligando os pontos ao ouvir as letras. Não vamos subestimar a inteligência de nossos ouvintes, não é mesmo?Entre os convidados especiais inéditos, destaque para a performance do gordinho Jon Oliva (Savatage) na sublime “Death is Just a Feeling” (de “Angel of Babylon”), na qual ele interpreta de maneira totalmente teatral, dando um clima de musical tétrico e sombrio ao qual, obviamente, o próprio músico está acostumado no Trans-Siberian Orchestra. Já em “The Wicked Symphony”, o dueto de Tobias com Klaus Meine soa 100% Scorpions na radiofônica “Dying for an Angel”, enquanto Tim "Ripper" Owens imprime uma dose extra de potência e agressividade em "Scales of Justice", com direito até a guitarras dobradas em homenagem descarada ao Judas Priest. Também construída na medida certa para a voz do cantor convidado é “Wastelands”, que repete a fórmula de “Shelter from the Rain” e entrega para o parceiro frequente, Michael Kiske, uma canção que é tipicamente Helloween, de sua fase mais feliz e positiva.
No entanto, é preciso dizer quem rouba a cena mais uma vez: é o fenomenal cantor norueguês Jorn Lande, possivelmente uma das mais empolgantes vozes do metal atualmente. Seja cantando acompanhado ou mesmo desempenhando seu papel em uma faixa solo – como na avassaladora “Forever is a Long Time” -, Lande domina o disco quando entra em cena. Não sobra pra mais absolutamente ninguém. Ambos os discos são abertos por faixas épicas, bombásticas, com a participação de boa parte dos convidados usuais – a faixa-título de “The Wicked Symphony” e “Stargazers” em “Angel of Babylon”. E, nas duas, Lande deixa no chinelo o próprio Tobias, além de Russell Allen (Symphony X) e o gogó de ouro Kiske, misturando ecos de David Coverdale e Ronnie James Dio na interpretação de seu personagem com ares meio demoníacos.
Em “Symphony of Life” (Angel of Babylon), pela primeiríssima vez desde o início do Avantasia, Tobias abre mão de cantar em uma das faixas, deixando o trabalho inteiramente para a semi-desconhecida Cloudy Yang. Com um timbre de inspiração pop, a dona da principal canção feminina de ambos os discos se sai muito bem, interpretando uma porrada a la Nightwish, bem melhor do que tudo que o próprio Nightwish vem fazendo recentemente. Por falar em pop, também em “Angel of Babylon”, uma grata surpresa é a deliciosa “Alone I Remember”. A canção tem ares de um hard rock light bem anos 80, com um refrão que poderia facilmente ser usado nos comerciais daquela marca de cigarros que popularizou, por aqui, Van Halen, Bon Jovi, Asia, Toto, Kansas e Survivor, entre outras bandas. Nas guitarras, ninguém menos do que Bruce Kulick, um dos ases das cordas no Kiss.
Por falar no Kiss, aliás, o atual baterista da banda, Eric Singer, é um dos destaques da faixa mais peculiar da história do Avantasia: “Crestfallen”, de “The Wicked Symphony”. A guitarra tem uma pegada tão furiosa que, em alguns momentos, chega a soar thrash. Nos vocais, Tobias grita de forma surpreendentemente agressiva. Só que repare bem na melodia eletrônica que abre a canção e que dá o tom ao longo de toda a execução. Bingo. Tem uma improvável levadinha bossa nova. Em um disco do Avantasia? Genial.
Quem dera todo fã de rock celebrasse suas influências e seus grandes ídolos com tamanho talento. E que venha (logo) a próxima saga, saída da gloriosamente perturbada cabeça de Tobias Sammet.
Line-Up Fixo:
Tobias Sammet – Vocal/Baixo
Sascha Paeth – Guitarra
Michael "Miro" Rodenberg – Teclado/Orquestrações
Eric Singer – Bateria
Tracklist:


THE WICKED SYMPHONY
01. The Wicked Symphony
02. Wastelands
03. Scales of Justice
04. Dying For An Angel
05. Blizzard On A Broken Mirror
06. Runaway Train
07. Crestfallen
08. Forever Is A Long Time
09. Black Wings
10. States of Matter
11. The Edge






ANGEL OF BABYLON
01. Stargazers
02. Angel of Babylon
03. Your Love Is Evil
04. Death Is Just A Feeling
05. Rat Race
06. Down In The Dark
07. Blowing Out The Flame
08. Symphony of Life
09. Alone I Remember
10. Promised Land
11. Journey To Arcadia

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Soneto da paixão




Há se eu pudesse agora tocar-te a face,
Entrelaçar meus dedos entre os seus
Apertando com força tuas fortes mãos
Tocar-lhe-ia a face com beijos cálidos

Tocaria em tuas formas como um navegante
Toca as trilhas de um mapa
Falaria suavemente palavras de amor
E abriria meu jardim lhe daria uma flor

Onde andas tu ó doce do meu paladar
Onde está aquele a quem meu coração disse que iria amar
Que me falava coisas doces me fazendo viajar

Te quero em todas as formas
Te espero no tempo em toda hora
Mesmo que seja tarde, ou mesmo que seja agora.

 
 Claudia Liz

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Es asi, por todo siempre

 "O amor é um sorriso que nasce e uma lágrima que morre"

Tarja Turunen: videos de apresentação em Luxemburgo

Vídeos filmados no último dia 15 de dezembro, em uma apresentação da ex-vocalista do Nightwish Tarja Turunen no Rockhal, em Esch, Luxemburgo, podem ser vistos mais abaixo.
Turunen se apresentará como soprano convidada do Savonlinna Opera Festival, em Savonlinna, Finlândia. Ela aparecerá em 17 de julho de 2011, com o famoso tenor argentino José Cura e a Orquestra Sinfônica de Kuopio.
Mais de 300 artistas de 12 países irão se apresentar durante a edição 2011 do Savonlinna Opera Festival, que acontecerá entre os dias 01 e 27 de julho.
A "What Lies Beneath Tour" passará pelo Brasil em 2011, incluindo São Paulo, no dia 12 de março. Os ingressos poderão ser obtidos pelo site:






domingo, 26 de dezembro de 2010

ELUVEITIE

O ELUVEITIE era para ser um mero projeto de estúdio, formado por Chrigel Glanzmann no inverno de 2002/2003. Com a boa impressão deixada pelo primeiro MCD, "Ven", gravado na primavera de 2003 e auto-financiado, a banda mostrava que não ficaria apenas naquele mero projeto. Chrigel e outros nove músicos formariam uma banda completa com dez integrantes.
Em 2004, O ELUVEITIE assinou contrato com o selo holandês Fear Dark Records, que lançou uma versão remasterizada (e parte re-gravada) de "Ven", continuando como uma banda "de verdade", tocando com bandas como FINNTROLL, AMON AMARTH, KORPIKLAANI, ENSIFERUM e muitas outras, em turnê pela Europa, e em muitos outros festivais. Com os vários shows, a banda estava totalmente ocupada, e sete dos dez membros deixaram a banda por diversas razões, ficando Chrigel Glanzmann, Sevan Kirder e Meri Tadic, que tiveram que continuar com novos membros.
No final de 2005, o ELUVEITIE estava pronto para entrar em estúdio novamente e gravar seu primeiro álbum completo, "Spirit", que foi novamente lançado via Fear Dark Records. No começo de 2006, houve mais uma mudança na formação da banda. Quando Sarah Kiener foi substituída por Anna Murphy, tocando sanfona, a banda decidiu que não precisaria mais de Linda Suter tocando violino, reduzindo para oito o número de integrantes. Além disso, um videoclipe para a música "Of Fire, Wind & Wisdom" foi produzido no verão de 2006, dirigido por Martin Schäppi, Sutter Merlin & Chrigel Glanzmann.
Com "Spirit", o ELUVEITIE deu um grande passo à frente, apresentando um estilo completamente novo de Folk Metal para a cena. Embora o álbum estivesse se transformando em um enorme sucesso, a banda excursionou por vários festivais, como o Graspop Metal Meeting (Bélgica) e o Open Summerbreeze Air (Alemanha), já começando a trabalhar em novo material para um novo álbum.
No final de 2006, a banda assinou um novo contrato com a gravadora alemã Twilight Records. Finalmente, no outono de 2007, o álbum "Slania" foi gravado em diferentes estúdios da Suécia, Suíça e Liechtenstein, produzido, mixado e masterizado por Jens Bogren (AMON AMARTH, OPETH) no Fascination Street Studios em Örebro, Suécia. A banda agora estava em uma boa situação, recebendo muitas ofertas de muitos selos conhecidos do heavy metal, assinando contrato com a conhecida gravadora alemã Nuclear Blast Records. Após algumas conversas, o lançamento do álbum foi marcado para fevereiro de 2008.
"Slania" acabou por tornar-se um avanço e a banda foi ficando ocupada ao redor do mundo em 2008, com aparições na maioria dos grandes festivais do verão europeu, bem como duas turnês nos Estados Unidos e Canadá, e três turnês européias em apenas 12 meses. O álbum alcançou o 35º lugar nas paradas suíças e 98º nas alemãs.
Em 4 de junho de 2008, os irmãos Rafi Kirder e Sevan Kirder (baixista e tocado de gaita-de-fole, respectivamente) anunciaram em suas respectivas páginas do MySpace que deixariam a banda.
Jamais sendo preguiçosa, a banda trabalhou em um novo material enquanto estava em turnê e estava pronta para entrar no estúdio novamente em dezembro de 2008. O sucessor de "Slania" seria algo especial - porque era o primeiro álbum da banda puramente acústico. "Evocation I - The Arcane Dominion" foi lançado em abril de 2009 e acabou por tornar-se um enorme sucesso (atingindo o 20º lugar nas paradas da Suíça). Mais turnês por toda a Europa e América do Norte seguiram, assim como o primeiro show na Rússia. Chrigel afirmou que, apesar de ser um álbum acústico, o álbum apresentava muitas características de trabalhos anteriores do ELUVEITIE, como os vocais guturais.



Depois de três álbuns e mais de 250 shows em mais de 30 países, o ELUVEITIE com seu novo álbum, "Everything Remains (As It Never Was)" aprofundou todos os aspectos do seu estilo inimitável, descrevendo-se como uma banda “da nova onda do Folk Metal”. "Everything Remains" simplesmente continua onde "Slania" parou, elevando o som da banda para um nível superior. Para este álbum, a banda contou com um exército de lendas para dar os últimos retoques nesta obra-prima do folk metal: Tommy Vetterli (Kreator, Coroner,) o engenheiro e co-produtor do álbum, Colin Richardson (Slipknot, Machine Head, Behemoth, Trivium) para mixá-lo e John Davis (U2, Led Zeppelin, Kaiser Chiefs, Arctic Monkeys) para masterização.
Um dos principais chamativos de Eluveitie é o uso virtuoso e liberal de instrumentos tradicionais da cultura celta, contracenando com os gritos emotivos de Chrigel e as guitarras. Um outro são as letras das músicas; em vez de usarem qualquer uma das línguas faladas atualmente no país de origem dos membros, os gritos, vocais limpos, e ocasionais partes declamadas estão na extinta língua Gaulesa.

Eluveitie é:
 
Chrigel Glanzmann - Vocal principal, Mandola (bandolin), Flautas, Gaita, Violão Acústico e Bodhrán (espécie de tambor tribal)
Siméon Koch - Guitarra e Vocal
Ivo Henzi - Guitarra
Päde Kistler - Gaita de fole
Kay Brem - Baixo
Merlin Sutter - Bateria
Meri Tadic - Violino e Vocal
Anna Murphy - Hurdy Gurdy (Viola de Roda) e Vocal

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sabedoria

Que dizem viajantes de estações, países?
Colheste ao menos tédio, já que está maduro,
Tu, que vejo a fumar charutos infelizes,
Projetando uma sombra absurda contra o muro?

Também o olhar está morto desde as aventuras,
Tens sempre a mesma cara e teu luto é igual:
Como através dos mastros se vislumbra a lua,
Como o antigo mar sob o mais jovem sol,

Ou como um cemitério de túmulos recentes.
Mas fala-nos, vá lá, de histórias pressentidas,
Dessas desilusões choradas pelas correntes,
Dos nojos como insípidos recém-nascidos.

Fala da luz de gás, das mulheres, do infinito
Horror do mal, do feio em todos os caminhos
E fala-nos do Amor e também da Política
Com o sangue desonrado em mãos sujas de tinta.

E, sobretudo não te esqueças de ti mesmo,
Arrastando a fraqueza e a simplicidade
Em lugares onde há lutas e amores, a esmo,
De maneira tão triste e louca, na verdade!

Foi já bem castigada essa inocência grave?
Que achas? É duro o homem; e a mulher? E os choros,
Quem os bebeu? E que alma capaz de contá-los
Consola isso a que podes chamar tuas dores?

Ah, os outros, ah, tu! Crendo em vãos lisonjeiros,
Tu que sonhavas (e era também demasiado)
Com qualquer morte suave e ligeira!
Ah, tu, que espécie de anjo sempre amedrontado!

Mas que intenções, que planos? Terás energia
Ou o choro destemperou esse teu coração?
A julgar pela casca, é uma árvore macia
E os teus ares não parecem de vencedor, não.

Tão desastrado ainda! E com a agravante inútil
De seres cada vez mais um sonolento idílico
A fitar pela janela o céu sempre tão estúpido
Sob o astuto olhar do diabo do meio-dia.

Sempre o mesmo na tua extrema decadência!
Ah! — Mas no teu lugar, e assumindo as culpas,
Um ser sensato quer impor outra cadência
Com o risco de alarmar um pouco os transeuntes.

Não terás, vasculhando os recantos da alma,
Um vício pra mostrar, qual sabre à luz do dia,
Algum vício risonho, descarado, que arda
E vibre dardejante, sob o céu carmim?

Um ou mais? Se os tiveres, será melhor! E parte
para guerra e briga a torto e a direito, sem
Escolher ninguém e enverga a indolente máscara
Do ódio insaciado, mas farto também...

Não devemos ser tolos neste alegre mundo
Onde a felicidade não é saborosa
Se nela não vibrar algo perverso, imundo,
E quem não quer ser tolo tem de ser maldoso.

— Sabedoria humana, eu ligo a outras coisas
E, de entre esse passado de que descrevias
O tédio, em conselhos ainda mais penosos,
Só consegue lembrar-me, hoje, do mal que fiz.

Em todos os estranhos passos desta vida,
Dos lugares e dos tempos, ou também dos meus
«Azares», de mim, dos outros, da estrada seguida,
Sempre retive apenas a graça de Deus.

Se me sinto punido, é porque o devo ser.
O homem e a mulher não estão aqui em vão.
Mas espero que um dia possa conhecer
O perdão e a paz que aguardam os cristãos.

É bom não sermos tansos neste mundo efêmero,
Mas pra que o não seja na eternidade,
O que é mais necessário que reine e governe
Nunca é a maldade, mas sim a bondade.

Autor: Paul Verlaine

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal gotico

 Ingles- Merry Christmas
Finlandes- Hyvää Joulua
Italiano- Buon Natale
Frances- Joyeux Noël 
Espanhol - Feliz Navidad
Galês- Nadolig Llawen
Grego - Καλά Χριστούγεννα
Russo - С Рождеством
Hindi - मेरी क्रिसमस
Japones - メリークリスマス
Armeno - Շնորհավոր Սուրբ Ծնունդ: