sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lauren Kate -livros da série Fallen, capa do terceiro livro da serie, e materia completa.



Lauren Kate
Nascimento
21 de março de 1981 (29 anos)
Texas, Dallas
Nacionalidade
Estadunidense
Ocupação
Escritora
Gênero literário
Suspense, Romance, Ficção especulativa e drama
 Indicação Goticus Eternus

Lauren Kate é uma escritora americana de ficção adulta/jovem. Suas maiores obras incluem The Betrayal of Natalie Hargrove e a saga Fallen , que chegou à terceira posição na lista de best-sellers do jornal The New York Times , na seção de livros infantis/jovens, em 8 de janeiro de 2010. A partir de quarta-feira 23 de junho de 2010, Fallen passou seis meses e duas semanas na lista.
Biografia
Kate nasceu e cresceu em Dallas, no estado americano do Texas, e frequentou a faculdade em Atlanta, Geórgia. Kate declarou que sua experiência do "Old South" na área de Atlanta a fez situar Fallen em uma era Acadêmica da Guerra Civil. Kate atualmente vive em Los Angeles.
 Fallen 
Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no reformatório. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso - que provocou a morte de seu namorado - levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder- uma verdade que poderia matá-la. Algo que, em suas vidas passadas, Daniel não conseguiu evitar. Excitante, sombrio e romântico Fallen é, ao mesmo tempo, um thriller vigoroso e uma inesquecível história de amor.
Tormenta  
Um Romance da Série Fallen 
Enquanto Daniel está caçando os anjos que querem matar Luce, ela começa a aprender a utilizar as sombras como janelas para suas vidas passadas em Shorelina, sua nova escola. Lá estão alunos com talentos únicos: Nefilins, filhos ou descendentes de relacionamentos entre anjos e mortais...
Logo Luce está certa de que Daniel está escondendo um segredo mortal, e começa a questionar as consequências desse amor proibido. Continuação do sucesso Fallen, com mais de 100.000 exemplares vendidos no Brasil, o livro é best-seller nos EUA, Inglaterra e Alemanha. Um filme da série está sendo desenvolvido pelos estúdios Disney. 
Passion
Livro Passion, terceiro da serie, ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Você já viu a capa da paixão por Lauren Kate ainda? Não é lindo? Embora eu ame as capas de Fallen & Torment eu tenho que confessar que eu acho que este é o meu favorito na série até agora! Esta é a versão dos EUA do RHCB capa, mas confirmou que a tampa do Reino Unido vai ser muito similar (haverá algumas modificações de redacção, mas a imagem vai ser a mesma yay!). Eu verifiquei a data de lançamento na Amazon UK e ele diz que 16 de junho de 2011 (não tenho certeza se isso é para os EUA ou a versão UK though) de forma não muito mais que esperar agora. Eu sei que estou ansioso para voltar para as minhas mãos em uma cópia




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Within Temptation - video-trailer do novo album "The Unforgiving"

A banda holandesa Within Temptation  disponibilizou aos fãs um vídeo-trailer de seu novo trabalho de inéditas, "The Unforgiving", juntamente com a seguinte nota em seu site oficial:
"Acabamos de colocar online um novo vídeo sobre o vindouro álbum, 'The Unforgiving'. Mais detalhes serão revelados em breve!"
Confira ao vídeo:
 
O disco tem previsão de lançamento para março e será precedido por um single, que provavelmente esteja disponível ainda neste mês de janeiro.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

site oficial: http://www.kamelot.com/site/
É tão bom ver a evolução nítida de uma banda que, a cada disco, desenvolve mais e mais sua identidade própria, um estilo só seu, uma cara única que a diferencia de um universo imenso de similares, dentro de um mesmo estilo. E o que é melhor: fazer isso com peso e muito bom gosto, sem apelações e/ou obviedades.
É isso que vem acontecendo com o grupo norte-americano KAMELOT – que, desde o excelente “The Black Halo” (2005), refinou suas características, saindo de um power metal genérico para uma versão mais sombria, que usa e abusa dos vocais cheios de interpretações teatrais do ótimo Roy Khan. Fica parecendo, no fim das contas, uma espécie de ópera rock das trevas, um Avantasia particular do quinteto ou, como eu gosto de chamar, uma banda de “Andrew Lloyd Webber metal”. No recém-lançado “Poetry for the Poisoned”, a banda recebe uma leva de convidados especiais e entrega 14 grandes faixas que passeiam pelo sinfônico e pelo progressivo, sem nunca deixar de soar KAMELOT.A climática faixa de abertura, “The Great Pandemonium”,
foi escolhida com justiça para ser o primeiro single do álbum – mostrando de imediato que “Poetry for the Poisoned” é sucessor direto de “The Black Halo”, superando em qualidade até o seu antecessor, “Ghost Opera” (2007). Os gritos da canção são cortesia de Björn "Speed" Strid, vocalista do Soilwork. Na épica “The Zodiac”, que versa sobre a história de um dos mais misteriosos serial killers da história dos EUA, Khan conta com a doçura da voz de Amanda Sommerville e a participação do igualmente teatral Jon Oliva (Savatage), em um duelo repleto de intensidade.
Repetindo uma bem-sucedida parceria que parece ter virado padrão nos discos do Kamelot, quem solta a voz por aqui novamente é Simone Simmons, a bela vocalista do Epica. Em “House on a Hill”, a dupla Khan-Simmons faz ecos diretos com “The Haunting”, de “The Black Halo”. Mas eles brilham de verdade na incrível suíte em quatro partes, que batiza o disco, uma verdadeira síntese do que é o Kamelot nos dias de hoje. Todas as partes da música sabem dosar, com inteligência, o peso e a velocidade do heavy metal, os flertes com a música clássica e o passeio pelo lado progressivo – que, graças a Odin, passa bem longe de uma aula acadêmica masturbatória. Tudo fica na medida certa, sem parecer artificial, pedante ou forçado demais.
Se o seu lance é um metalzão mais tapa na orelha, sem problema algum, “Poetry for the Poisoned” traz também opções como “Hunter’s Season”. Enquanto o baterista Casey Grillo senta o braço e Khan exercita seu lado macabro, quem fica responsável pelo principal solo da música é o guitarrista grego Gus G. – mais conhecido como o novo dono das cordas na banda solo de Ozzy Osbourne. Já as guitarras encorpadaças de “Seal Of Woven Years” ficam mesmo sob a batuta de Thomas Youngblood, titular das guitarras no Kamelot e responsável pela maior parte das composições do disco, ao lado do vocalista.
Para encerrar, uma dose extra de ferocidade aliada à melodia em “Once Upon a Time”, que pisa no acelerador e nos apresenta uma canção que tem tudo para arrasar nas apresentações ao vivo, em especial pelo refrão ganchudo, do tipo que a gente já sai cantando junto e pulando sem nem perceber.
“Poetry for the Poisoned” é uma audição recomendadíssima, disco pra ouvir de cabo a rabo, sem pestanejar. Estamos falando de mais um passo consistente na trajetória de uma banda que, sem dúvida alguma, conta com um dos intérpretes mais interessantes da atual cena metálica. Pode ouvir sem medo.
Tracklist
1. The Great Pandemonium
2. If Tomorrow Came
3. Dear Editor
4. The Zodiac
5. Hunter's Season
6. House on a Hill
7. Necropolis
8. My Train of Thoughts
9. Seal Of Woven Years
10. Poetry For The Poisoned, Pt. I: Incubus
11. Poetry For The Poisoned, Pt. II: So Long
12. Poetry For The Poisoned, Pt. III: All Is Over
13. Poetry For The Poisoned, Pt. IV: Dissection
14. Once Upon a Time

Line-Up
Roy Khan – Vocal
Thomas Youngblood – Guitarra
Sean Tibbetts – Baixo
Casey Grillo – Bateria
Oliver Palotai – Teclado
Participações especiais
Simone Simons (Epica) – vocal em “House on a Hill” e “Poetry for the Poisoned, Pt. II-III”
Björn Speed Strid (Soilwork) – gritos em “The Great Pandemonium”
Jon Oliva (Savatage, Jon Oliva's Pain, Trans-Siberian Orchestra) – vocal em “The Zodiac”
Gus G. (Firewind, Ozzy Osbourne) – guitarra solo em “Hunter's Season”
Amanda Somerville – vocais em “Poetry for the Poisoned, Pt. I-IV” e “The Zodiac”
Chanty Wunder – vocais em “Where the Wild Roses Grow”

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Letras góticas e sua importância como poesia hermética

A iniciação pela recitação
Góticos são a principio, uma estética antes de um tipo de música, ou melhor, uma subcultura. Embora dependentes e herdando vários pontos do mainstream, temos diferenças gritantes e somos unidos por um gosto estético em comum de coisas… err… chamaremos de “trevosas”, por enquanto. Ficará mais claro mais adiante. Pois bem, essa estética trevosa que nos unimos damos o nome de gótica, mas, apesar de parecer uma estética “obscura” ou “sombria”, é completamente diferente da estética do decadentismo. Doom Metal, filmes de terror “gore” ou do barroco. Nossa música acaba influenciada por essa estética específica e como o principal meio de manifestação dessa cena é a música, junto com a moda, temos da música a transmissão de valores que adotamos nos nossos goticismos (não a “filosofia”, que não existe, em si a “goticagem”).
A música gótica há muito antes de existir o gótico (embora os elementos que influenciariam os primeiros góticos) era uma música punk. Várias bandas anarco-punks seriam ditas como goth rock ou death rock se fossem hoje, se você pegar exemplos como The Mob, Elephant Talk, Spectres, Plastic Sugery e Dormannu. Sabemos que o Heavy Metal define seus estilos, além da própria letra, principalmente através da afinação de suas músicas (salvo o progressivo), a música eletrônica por beats e elementos durante sua programação (trechos de filmes, batidas programadas, presença ou não de composições recortadas etc etc) e que todas são músicas populares, ou seja, em última instância (sendo bem simplista, somando junto a essa definição as músicas folclóricas e música para massa) definidas olhando-se para o público que as consume e as reproduz. A música gótica, também funciona pela mesma regrinha.
Mesmo assim, isso tornaria a música gótica (e qualquer música) extremamente maleável, afinal, basta como algum wannabe qualquer chegar e passar a dizer que Lady Gaga é um novo Ikon da cena e teríamos que aceitar, seria algo completamente válido. Seria se ignorássemos que a música transmite uma estética específica, essa transmissão nada mais é que uma mensagem dita através da letra da música. Por isso que, lá fora, góticos não escutam Doom Metal ou a Bones do The Killers, mesmo falando de temas trevosos. Doom Metal trata de letras que fala de misantropia, escuridão por amargura, tristeza (mais próximo do ideal que estamos acostumados de trevoso, não é não?), a Bones do The Killers e letras darks de muitas bandas indies fala sobre escuridão no sentido do próprio artista, as bandas de EBM (e, lembrando, o Industrial que você escuta na balada gótica não é Industrial, é EBM) na cena gótica atualmente falam da mesma versão que vermos de escuridão, a mesma que algumas bandas de outros estilos fazem – que são abraçados pela cena gótica.  Ou seja, a música gótica (junto, sem esquecer, da moda) é nosso meio de transmissão de valores, que são criados e somados aos anteriores referente a uma estética específica, a estética trevosa. Não entrarei nesse momento para explicar quais são esses valores, num momento mais propício irei escrever sobre. Como não há ouvido do mundo que consiga dizer qual banda é gótica ou não é apenas pela melodia (não! Não há! O sujeito terá que definir se o sujeito que toca é ou não gótico), passamos a concluir que a letra é importante para definir a música gótica. Mas uma boa música gótica depende da letra?

Você ainda pensa que gótico ainda faz letra de desilusão? Think Again!
Convenhamos, a maioria das letras de músicas góticas atualmente não são exemplos do melhor da poesia, que é algo comum na música popular em geral – salvo a brasileira. Diferentes do jeito brasileiro de fazer letra de música, as músicas góticas não carregam ambiguidade, algumas são tão diretas que provavelmente foram feitas apenas para acompanhar a letra, outras contam histórias também apenas para trazer (para os góticos) algum momento de diversão, tirando o sarro de alguma coisa (que é uma característica das letras góticas: Usar elementos da própria estética dark que temos para zoar com nós mesmo ou com alguma coisa, nem sempre criticando), ou falando de amor ou desamor, essas sim com (algum) esforço em serem profundas. Letras belas ou que traduzem isso são bandas como Paralysed Age, Bauhaus, The Cure, Killing Miranda, Murder At The Registry, Collide entre muitas outras. Outras, especialmente as atuais, tem uma letra que poderíamos chamar sem medo de aplicar idéias do pós-modernismo em suas letras, como o pessoal do Cinema Strange, Deadfly Ensemble e o Deadschovsky. Só abro um parênteses sobre isso ser válido somente falando do circuito Darkwave, Goth Rock, Death Rock e o EBM para góticos (BlutEngel, por exemplo), se abordamos o Industrial e o Neofolk, por exemplo, por serem uma outra estética que foi absorvida em algum momento por nossa cena, tratam de coisas diferentes. Como esses quatro estilos de música gótica são os mais conhecidos e preferidos pelo público, descrevi mais esses.
Indiferente a isso, uma boa letra faz uma música boa. Mesmo coisas tão estranhas para um ouvinte, como a Dig Up Her Bones do Misfits, só faz sentido por sua letra. Muitas músicas do já citado Paralysed Age e da banda japa Aural Vampire só fazem sentido e são ditas boas quando você ler a maldita tradução. Embora tenham hits melhores, boa parte das bandas de darkwave, etheral, neofolk e synthpop tem uma letra bonita e são essas que tocam nas baladas góticas de todo mundo. Embora nunca essas bandas estarão catalogadas como literaturas épicas, várias letras de músicas são lindas para um gótico (ou talvez, pessoas que se interessem por estéticas e valores próximos) que as escuta. Mesmo o mais tosco Psychobilly, se prestar a atenção na melodia, não faz sucesso pela melodia. Se assim fosse, Midnight Syndicate seria uma banda extremamente popular na cena gótica exatamente por ser uma banda instrumental, mas com um instrumental excelente, e as músicas mais famosas do BlutEngel seria as Angel’s Dust ao invés da Vampire Romance e Death In June e Dead Can Dance faria sucesso com suas músicas mais “new age”. Como copiamos quase tudo que faz sucesso lá fora e não inovamos em nada, não podemos afirmar ao menos no gótico que o vocal funciona como um outro instrumento e o climax das músicas é o único agitador de massas, porém ao menos lá fora, uma letra ruim não consegue manter uma banda por muito tempo (e o tempo nos setlists é o melhor medidor do sucesso da música). Bandas, inclusive nacionais, se reforçam para produzir uma letra correta e inteligente, ou ao menos divertida e engraçada. Pelos góticos dançarem e prestarem atenção na sonoridade ao invés de balançarem a cabeça, a letra faz muito mais sentido para nós que para quem gosta de riffs…
Só um comentário: Não vale mais falar mal de funk carioca se escuta bandas gótica, principais as de death rock e algumas de goth rock. O “Like my bone” do Alien Sex Fiend é muito parecido com o Dako é Bom, principalmente o sentido conotativo…

Mas eu nem entendo o que ele está falando…
Por tudo isso, defendo a tese que explica por que algumas cenas, em especial a de países subdesenvolvidos, são mais frágeis a modismos impostos pela mídia na nossa subcultura que nos outros: Nós não conseguimos receber os valores da cena, sua mensagem vinda de suas bandas através da música, porque não sabemos sua língua nativa. Por isso que muita gente aqui, quando para pra pensar o por que gótico não aceita o Gothic Metal mesmo bandas como o The Sentenced atual serem tão semelhantes ao Nox Interna e ao The Wake, por exemplo, mesmo sendo tão parecidas. Ao meu ver, por não temos, infelizmente, condição de entender a língua inglesa (ou alemã) com fluência, acabamos ficando muito vulneráveis a qualquer coisa de fora e podemos nos pegar ouvindo NFD como Hard Rock, por ser parecida com o The Cult (o mais pop, aquele que começou como Thrash Metal e virou HardRock), e só notar a diferença bem depois. Quem é hipócrita acaba parando de ouvir justamente porque, embora tenha gostado, elas tratam dos mesmos assuntos de maneira completamente diferentes. Cenas grandes em países desenvolvidos, como a alemã, consegue abordar vários estilos diferentes e as pessoas sabem o que é ou não gótico exatamente por ouvirem a música – e concordarem ou não com a mensagem dela. Talvez a cena alemã pode não ter sido um exemplo bom, exatamente por aquilo ser um samba do crioulo-doido, e esse pensamento meu ainda ter como falha eu só conhecer três cenas além da brasileira, sendo que as outras duas não citadas são anglofônicas (americana e britânica). A melodia é importante para nós, talvez mais que a letra, porque não somos capazes de entender prontamente o que nossos artistas querem dizer e ouvimos o vocal como um quarto instrumento, mas podem ter certeza que quando vocês entenderem a The Sparrows and the Nightingales, vocês passarão a gostar muito mais de nossas músicas.

Tradução da Letra do Wolfsheim
Os Pardais e os Rouxinóis
Quanto tempo você esta livre
Nesse mundo de ódio e cobiça?
Isto é oito ou oitenta?*
Vamos encontrar outro compromisso
E nosso futuro ainda permanece
Dançando nos holofotes
Onde está o líder que me levará?
Ainda estou esperando! Deixando a casa
E Deus está com você
Separando pardais de rouxinóis**
Vendo todo o tempo
Separando a água do fogo queimando…profundamente
Deixe uma luz acesa de noite para mim
Que eu possa achar você
Lembro quando nós éramos jovens
E imprudentes e curiosos
Agora você está escondendo de sua criança
Um novo dia está nascendo
Lembro que você se sentia viva…ás vezes
E Deus está com você
Separando crueldade e ternura
Vendo o tempo todo
Separando ficção da realidade
Fiquem em círculos, ande nas linhas…
Calmos ventos e calmos oceanos
Nenhum humano sobrevive no espetáculo
Tentar outro acordo de paz
Quem luta nessa sagrada guerra civil?
Um milhão de homens em uniformes
Onde está o líder que me levará?
Ainda estou esperando! Deixando a casa
E Deus está com você
Separando presente na nossa história
Vendo o tempo todo
Separando homens surdos dos primeiros ouvintes
Deixe uma luz acesa de noite para mim
Que eu possa achar você
Lembro quando nós éramos jovens
E imprudentes e curiosos
Agora você está escondendo de sua criança
Um novo dia está nascendo
Lembro que você se sentia viva…ás vezes
E Deus está com você
Separando crueldade e ternura
Vendo o tempo todo
Separando ficção da realidade
Fiquem em círculos, ande nas linhas…
Calmos ventos e calmos oceanos
Nenhum humano sobrevive no espetáculo
Tentar outro acordo de paz
Quem luta nessa sagrada guerra civil?
Um milhão de homens em uniformes
Onde está o líder que me levará?
Ainda estou esperando! Deixando a casa
E Deus está com você
Separando presente na nossa história
Vendo o tempo todo
Separando homens surdos dos primeiros ouvintes
Deixe uma luz acesa de noite para mim
Que eu possa achar você
Lembro quando nós éramos jovens
E imprudentes e curiosos
Agora você está escondendo de sua criança
Um novo dia está nascendo
Lembro que você se sentia viva…ás vezes
E Deus está com você
Separando soldados dos pescadores
Vendo o tempo todo
Separando navios de guerra das balsas…
Balsas…
* No original, o “It’s Black or its White” seria traduzido literalmente como “Isso é preto ou é branco”, contudo eu achei melhor traduzir pelo sentido conotativo da frase, que é apresentado no trecho que vocês ficarão lá em cima. E ah! A tradução não é minha autoria, apenas a adaptação.
** Aqui ele quis dizer que está extraindo o extraordinário do ordinário, o valioso do comum. Entendo que ele quis dizer que Deus está escolhendo as pessoas boas para o paraíso. Pardais teria mais uma alusão aos soldados, já que é um bichinho que está sempre “uniformizado” com a típica cor nas suas plumagens. Rouxinol já é algo mais colorido, que transmite a idéia de vida.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Nightwish:confira os vídeos com "Making Of" de novo álbum 2011

Tuomas Holopainen, tecladista do Nightwish, cedeu para a edição alemã da revista Metal Hammer um vídeo mostrando como foi o trabalho de criação do novo álbum da banda, sucessor do "Dark Passion Play", de 2007, onde estreou a vocalista Annete Olzon. O Nightwish  começou as novas gravações, em outubro de 2010, para um disco que deve ser lançado agora em 2011.

Confira os vídeos nos links abaixo:

sábado, 15 de janeiro de 2011

Alemanha - O país do gótico

Foto do maior festival gótico do maior país gótico do mundo

Esse é o país com a maior cena gótica do mundo, ao ponto de ser até parte do mainstream inclusive nos termos comerciais. Tem as maiores revistas sobre a cena, como a Sonic Seducer e a Orkus, grandes festivais góticos como o M’Era Luna e o Wave-Gothik Treffen 
 com uma audiência que supera facilmente 15 mil pessoas, uma serie de bandas profissionais e gravadoras (como Trisol, Out of Line). Talvez pelas facilidades de um país desenvolvido, muitos dos empreendimentos ligados à cena no meio dos anos 90 começaram a virar sucessos financeiros que atingiram a mídia ao redor do mundo. Há também as maiores comunidades virtuais do mundo (Gothiccommunity.de,  por exemplo) e junto com a Inglaterra, a maior produção intelectual a respeito da subcultura que não é mais subcultura (a maioria dos sociólogos que você encontra escrevendo livros sobre os góticos são alemães, embora os livros mais populares aqui no Brasil sejam ingleses…).
A cena chega a ser tão grande e comercialmente tão lucrativa que há muitos “hangar-ons”, membros periféricos ou o que chamamos no Brasil de oportunistas trevosos wannabes. Como a cena de lá já saiu há algum tempo de todo o arcanismo que ela normalmente invoca, sendo bandas como o Lacrimosa e o Rammstein bastante populares tanto por membros dentro quanto fora da cena, muitas pessoas se interessam por parte do estilo gótico, como a música e/ou o vestuário sem necessariamente fazer disso seu estilo de vida central. Ou seja, lá é muito comum ser gótico de fim-de-semana (ou terça-feira, que você saí mais cedo do trabalho na Alemanha pra beber cerveja, uhu!) assim como alguns de nós já formos para um show de death rock, heavy metal ou coisas piores diferentes por gostar também de alguma coisa – amigos em comum, a música, pegar mulher que seja! Isso também atraí todo o tipo de investimento de marketing em prol dos góticos para trazer essa parcela do mercado (a maioria dos comerciais que você vê no youtube que envolve góticos são Alemãs).
 Lembre-se que o rótulo Gothic Metal pegou muito mais na Alemanha do que em outros países (mesmo no Brasil). Boas partes da variedade da cena gótica em muitos sentidos vêem desse país.

Todo o tipo de gótico
Apesar da internet, que facilita a comunicação ao redor do mundo, e o tamanho da cena,  os góticos alemães têm um notável número de estilos de moda e idiossincráticos, o que faz surgir muito aquilo que chamamos a grosso-modo de subdivisão (ok, faltou palavra melhor): Temos nesse país os góticos medievais, os góticos que gostam de EBM/Industrial (e que trouxeram toda essa modinha pra cá) e um crescente número de Neofolks.
O gótico medieval tem muito daquela visão que termos do trevoso aqui no Brasil, só que com mais estilo, menos forçado, sem acreditar em alma gótica e goticismo e mais criativo: Vestem roupas medievais e escutam músicas com influência secular (chamado por lá como Middle Ages Rock) que cada vez mais popular na Alemanha. Junto da (pasme!) cena Role-playing, a cena gótica medieval criou uma facção dentro dos góticos alemães que se desenvolve junto com os góticos. Boa parte do público da Wave-Gothik Treffen que muitos daqui vêem por fotos são esse povo todo. Esse é o sub-público mais atingido pela publicidade dentro os góticos, justamente por ser um público que tenta emular os hábitos medievais (ou aquilo que eles acham que foram mediáveis), como religiões pagãs e o próprio catolicismo (ou uma transa adultera dos dois), as roupas e todo aquele climinha etheral.

A maior de todas, mas não tão nacionalmente restrita é a cena EBM. Com a parte que o gótico escuta (porque tem EBM que gótico não escuta, por ser muito machão) surgiu entre a Alemanha e a Belgica, não é muito diferente do visual que alguns aqui costumam encontrar nas baladas não-trevoso: Coturno, tecidos sintéticos, dreads, cabelos longos e coloridos… Bom, é mais fácil mostrar aqui:

É aquele público que embora gostando de algumas bandas de EBM, vai em evento de música eletrônica e em baladas góticas da mesma forma, misturando com os outros públicos existente. Bandas como God Module, Angelsplit e Psychon Nine são muito admiradas por esse público. Alguns de vocês vão identificar facilmente com aqueles góticos mais metido a EBMers, e não é tão longe disso, sendo que a diferença desse é que esses não se atentam ao militarismo, virilidade e ao posicionamento marcial que  o EBM tanto invoca. Por sinal, as danças que você encontra no Youtube de góticos são desse público.
Por fim, temos o público do Neofolk (não confundir com os medievais): O menor e crescente público, mais controverso inclusive, que mistura um interesse pela história alemã ou européia com músicas foclóricas (aka. Folk music) com um jeitão “darque” de ser. Customizam no seu look tradicional gótico elementos do estilo totalitário e militar, principalmente entre os homens, embora raramente defendam esses tipos de regimes. Muitas bandas que eles escutam e admiram, como o Death In June e o Sol Invictus. É um público que representaria melhor a música Etheral e o Darkwave, principalmente coisas como Faith and the Muse e Opera Multi Steel.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entrevista e divulgação da banda Holiness, super novidade no cenario Metal/Rock Brasileiro

 
 Site oficial: http://www.myspace.com/officialholiness

Em um cenário extremamente competitivo, são poucas as bandas que conseguem despontar de maneira sólida em nosso cenário underground. Com o álbum independente “Beneath the Surface”, os gaúchos da HOLINESS vão à contramão de todas as expectativas mais pessimistas. A banda, que mescla influências do metal melódico e do hard rock à sua proposta mais tradicional, mostra competência e desenvoltura para se inserir rapidamente entre os principais nomes do metal nacional.

Com apenas dois anos de carreira, Stéfanie Schirmbeck (vocal), Fabrício Reis (guitarra), Luciano Dorneles (guitarra)-ex integrante, Hércules Moreira (baixo) e Cristiano Reis (bateria) conseguiram consolidar um repertório próprio, bastante consistente, antes de entrar em estúdio. De um lado, a produção renomada de Aquiles Priester (HANGAR) e a mixagem e a masterização assinadas por Tommy Newton (HELLOWEEN e KAMELOT) deram um nível excepcional a “Beneath the Surface”. De outro, a banda apresenta uma série de composições de personalidade e de impacto, com influências que não se prendem a nenhuma fórmula rígida ou pré-fabricada.
Entre as características próprias da banda, os riffs de guitarra se mostram extremamente densos e pesados, sinalizando para um distanciamento do senso comum encontrado em meio às bandas europeias, exclusivamente de metal melódico. As outras influências do grupo, que ainda passeiam pelo metal gótico e, sobretudo, pelo hard rock, não fazem de “Beneath the Surface” um disco cansativo. Pelo contrário: o repertório do álbum evidencia a essência mais criativa do quinteto em cerca de quarenta minutos de música.
Depois da curta abertura “Rise”, o ‘debut’ dos gaúchos de Erechim mostra uma sequência destruidora e incomparável. De um lado, “The Truth” mostra eficiência através das suas guitarras pesadas e intensas, sem se aproximar das características mais atmosféricas do gótico. De outro, “What I Want” contém uma dose extra de melodia e velocidade, que se contrapõe ao conceito da faixa anterior – mas sem abrir mão das guitarras agressivas. O vocal de Stéfanie Schirmbeck é definitivamente a marca da HOLINESS – a cantora não abusa de agudos ou do estilo mais clássico de TARJA TURUNEN –, pois ela possui um estilo muito próprio e adequado para a proposta musical do grupo.

As cadenciadas “Higher” e “Waiting For a Change” mostram a versatilidade da banda em compor baladas. As duas faixas, que não abusam de climas atmosféricos ou emotivos, unem as citadas influências do hard rock ao que a banda possui de maior destaque em todo “Beneath the Surface” – as guitarras pesadas. No entanto, “Waitinf For a Change” se sobressai à anterior pelo refrão de qualidade acima da média. Na sequência, “Take Me Closer” é um heavy metal extremamente agressivo e se contrapõe às suas antecessoras. Embora a música não possua tanto brilho como as demais, as influências progressivas são revistas em “Mine”, que conta com um refrão marcante e ótimas melodias – outro destaque à parte.
 Com a participação do tecladista convidado Fábio Laguna (HANGAR), a HOLINESS, da metade para o fim de “Beneath the Surface”, evidencia uma aproximação mais íntima com as referências do metal progressivo. A faixa ”Breath Time” possui ótimas quebradas de guitarra e os riffs intensos dão à composição uma mistura interessante, entre o estilo e agressividade mais crua. Por fim, o cover inusitado (para uma banda metálica) de “Uninvited” (ALANIS MORISSETTE) mostra como o quinteto gaúcho é capaz de reconstruir composições aparentemente distintas com a sua marca própria – os riffs pesados e um solo de guitarra.
Não há nenhum exagero em afirmar: a HOLINESS é uma das principais revelações do underground brasileiro em 2010. “Beneath the Surface” possui um repertório praticamente impecável e com muito brilho em sua apresentação (mixagem/masterização). A voz de Stéfanie Schirmbeck, frente às guitarras pesadas do quarteto gaúcho, compõe o diferencial do grupo em comparação aos demais nomes do gênero. Certamente, um segundo álbum como esse e uma sequência de shows pelo país darão visibilidade e reconhecimento a essa surpresa recente do cenário metálico brasileiro.
Stéfanie Schirmbeck

Entrevista exclusiva feita com a vocalista  Stéfanie Schirmbeck  do Holiness por Tiago Dotto (Blog Goticus Eternus)
Gostaria então de fazer perguntas mais intimistas sobre os componentes, relatos, trabalho em geral, pode ser?

1º Começamos com as básicas rsrs: O nome se deu por escolha, votação, algum sentido especifico?

O Cris teve a idéia do nome. Primeiro pela sonoridade da palavra, depois pelo significado "santidade". Pra nós a música é uma forma de santidade, mas não tem nenhuma ligação religiosa.

2º A formação da banda se deu começo, como e quando?
Começamos a compor em 2006, mas só resolvemos levar a sério e montar a banda em 2008, na cidade de Erechim (RS).
Gravamos uma demo em Erechim mesmo, e depois todas as músicas foram lapidadas para o cd.


3º O primeiro show da banda?
Foi em Erechim, lançamento do cd, em Fevereiro de 2010. Não mostramos pra ninguém as músicas, queríamos que fosse surpresa, e deu certo! Foi muito legal e marcante!

4º O projeto da banda se tornou com uma forma mais profissional desde o inicio, ou ao longo do tempo, através de ajuda de alguém em especifico, ou totalmente independente para a banda?
Quando decidimos levar a banda a sério, resolvemos que teria que ser desde o início e em todos os detalhes, desde o cd, ao clip, equipamento e produção de show. Foi nossa decisão, e ao longo do caminho fomos encontrando profissionais que nos auxiliaram.

5º As primeiras musicas ,surgiram quando, desde o inicio se propôs transpor-las em inglês?

Sempre compus em inglês, sempre gostei, até porque acho que abre muito mais espaço em termos de carreira pra banda.

6º Como surgiu a oportunidade de ir para São Paulo, foi uma decisão especifica da banda? Através dessa ida surgiu a oportunidade de mixar fora do pais, e ter produção aqui no pais de um musico renomeado no meio do metal?
Na verdade a mixagem na Alemanha foi feita enquanto estávamos ainda em Erechim, não teve nenhuma relação com São Paulo. Decidimos nos mudar porque em Sp exitem muito mais oportunidades, lugares para tocar e contatos para fazer.

7º Como esta vista a projecção para o futuro próximo na Holiness,show, divulgação e etc?

Esse ano de 2011 pretendemos nos estruturar para poder tocar por todo o Brasil, lançar um clipe novo e continuar mostrando nosso trabalho, cada vez mais!
8º Finalizando qual o recado que a banda tem a dizer para os futuros e presentes fãs e admiradores do trabalho de vcs?
Gostaríamos de agradecer o apoio de nossos fãs, sem eles nada disso seria possível e eles são sensacionais!!